blog do Zé

7 de August, 2008

Quantos fuck tem no Kernel 2.6.24 ?

Filed under: Cultura (Quase sempre)Inútil, Linux — jfonseca @ 12:00 am

Você algum dia esteve parado no trânsito pensando na vida e se perguntou quantas vezes a palavra fuck aparece no Kernel linux incluindo verbos, substantivos e variações? Decidí pesquisar o importante assunto, pois tenho certeza que você já deve ter se preocupado com isso num dia de estresse.

Bem, chegou a hora de matar a dúvida. Perguntei ao bom e velho grep quantos fuck existem no sistema operacional Linux.

[root@jimi linux-2.6.24]# grep -i fuck -r .

Após alguns minutos penteando o famoso código fonte com a expressão regular /fuck/, o grep revela que existem nada menos que 45 fucking linhas malcriadas no kernel versão 2.6.24:

(Alguns trechos mais relevantes desta pesquisa foram marcados em negrito.)


./Documentation/DocBook/kernel-locking.tmpl: If you don't see why, please stay the fuck away from my code.
./include/linux/netfilter/xt_limit.h: /* Ugly, ugly fucker. */
./include/asm-cris/arch-v32/spinlock.h: * writers) in interrupt handlers someone fucked up and we’d dead-lock
./include/asm-sparc64/system.h: /* If you fuck with this, update ret_from_syscall code too. */ \
./include/asm-m68k/sun3ints.h:/* master list of VME vectors — don’t fuck with this */
./usr/include/linux/netfilter/xt_limit.h: /* Ugly, ugly fucker. */
./sound/oss/opl3.c: * What the fuck is going on here? We leave junk in the beginning
./arch/mips/sgi-ip22/ip22-setup.c: * fucking with the memory controller because it needs to know the
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t even give the
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t even give the
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t try to access
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t even give the
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t even give the
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t try to access
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t even give the
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t even give the
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t try to access
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t even give the
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t even give the
./arch/mips/pci/ops-bridge.c: * IOC3 is fucked fucked beyond believe … Don’t try to access
./arch/mips/kernel/irixioctl.c: * irixioctl.c: A fucking mess…
./arch/mips/kernel/irixelf.c:#if 0 /* XXX No fucking way dude… */
./arch/x86/kernel/cpu/mtrr/generic.c:/* Some BIOS’s are fucked and don’t set all MTRRs the same! */
./arch/x86/kernel/cpu/cpufreq/powernow-k7.c: * Some Athlon laptops have really fucked PST tables.
./arch/ppc/syslib/ppc405_pci.c: * the kernel try to remap our BAR #1 and fuck up bus
./arch/sparc64/kernel/binfmt_aout32.c: /* Fuck me plenty… */
./arch/parisc/kernel/sys_parisc.c:/* Fucking broken ABI */
./arch/sparc/kernel/sunos_ioctl.c: /* Binary compatibility is good American knowhow fuckin’ up. */
./arch/sparc/kernel/ptrace.c:/* Fuck me gently with a chainsaw… */
./arch/sparc/kernel/head.S: /* XXX Fucking Cypress… */
./arch/sparc/kernel/process.c: /* fuck me plenty */
./fs/binfmt_aout.c: /* Fuck me plenty… */
./net/netfilter/nf_queue.c: /* James M doesn’t say fuck enough. */
./net/core/skbuff.c: /* Fuck, we are miserable poor guys… */
./net/ipv4/netfilter/nf_nat_snmp_basic.c: * (And this is the fucking ‘basic’ method).
./lib/vsprintf.c: * Wirzenius wrote this portably, Torvalds fucked it up :-)
./drivers/mtd/mtd_blkdevs.c: registered, to prevent the link/init ordering from fucking
./drivers/media/video/bt819.c: BUG? Why does turning the chroma comb on fuck up color?
./drivers/scsi/qlogicpti.h:/* Am I fucking pedantic or what? */
./drivers/scsi/NCR53C9x.c: * how bad the target and/or ESP fucks things up.
./drivers/scsi/NCR53C9x.c: /* Be careful, we could really get fucked during synchronous
./drivers/net/sunhme.c:/* Only Sun can take such nice parts and fuck up the programming interface
./drivers/net/sunhme.c: /* This card is _fucking_ hot… */
./drivers/watchdog/shwdt.c: * brain-damage, it’s managed to fuck things up one step further..
./drivers/ide/pci/cmd640.c: * These chips are basically fucked by design, and getting this driver

Agora se esta questão cair no seu próximo vestibular ou concurso público você não terá qualquer problema com ela.

PS. Posso adiantar que a tradução portuguesa de ’shit’ não consta no código fonte do Kernel Linux. Não testei os outros 23457 termos técnicos(e chulos) da lingua portuguesa.

PS 2. Olhem só este comentário: ./lib/vsprintf.c: * Wirzenius wrote this portably, Torvalds fucked it up :-). Viram só? Lars Wirzenius escreveu um vsprintf portável, o criador do Linux F@#$@ tudo….

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6 de August, 2008

Como liberar o terminal Linux depois de pressionar Ctrl + s ?

Filed under: Linux — jfonseca @ 11:43 pm

Se você trabalha com um terminal SSH ou semelhante já deve ter passado por uma situação parecida : após passar horas digitando em seu editor de texto predileto em modo gráfico você passa para o terminal e tenta salvar um arquivo no Vi apertando Ctrl + s. Pronto, terminal congelado…

Calma, não é um bug no shell ou no seu terminal. Ctrl + s significa “pare de ecoar qualquer coisa no terminal”.

Ctrl + s ecoa (invisivelmente) um caractere especial de controle de fluxo que interrompe tudo o que estava sendo mostrado na tela. Foi criado para você poder interromper telas que estivessem passando rápido demais para ler. Enquanto a tela está congelada, o Ctrl + s grava tudo o que for digitado no buffer do teclado porém não executa nada.

Para liberar o terminal de novo basta pressionar Ctrl + q

Lembre-se que tudo que for digitado durante o congelamento será ecoado após liberar o terminal.

Pode parecer óbvio, mas acontece: não digite nada que possa comprometê-lo(ou a integridade de sua estação de trabalho) enquanto o terminal estiver congelado.

O usuário “A. Clay Stephenson” deste fórum explica que Ctrl + s e Ctrl + q foram criados para protocolos seriais onde o handshake via hardware não existe. Assim, Ctrl + s emite o caractere 0×13 para avisar que o terminal serial não pode mais receber caracteres, e Ctrl + q emite 0×11 liberando a linha serial para envio.

Num terminal padrão do Linux você pode verificar todos os caracteres de comando especiais utilizando o comando:

[root@jimi ~]# stty -a

Referência adicional: Orientação para usuários de UNIX da Universidade de Stanford

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ISSO sim é um cibercrime

Filed under: Blah, hmmm, etc — jfonseca @ 2:13 am

O FBI acaba de anunciar o indiciamento de 11 suspeitos por terem roubado nada menos que 41 milhões de números de cartão de crédito através da Internet.

A CNN afirma que é o maior caso de crime cibernético que o FBI já investigou em sua história.

A polícia federal Americana conhece a nacionalidade da maioria dos suspeitos mas não deixa claro se já sabe quem são. Pelo menos um suspeito é desconhecido e não há pistas sobre sua nacionalidade.

Segundo a rede de notícias Americana, os cartões foram utilizados internacionalmente e muitos foram vendidos em certa ocasião por milhões de dólares. Outros foram usados para efetuar saques ao redor do mundo.

Os suspeitos teriam utilizado programas espiões nas redes de pelo menos 9 grandes redes comerciais dos EUA, capturando transações de cartão de crédito e transmitindo tudo para um servidor seguro no Leste Europeu.

O crime cibernético é um crime comum, não há nada de heróico nisso. Nos anos 1970 e 1980 havia um certo romantismo eu usar a tecnologia para causar transtornos aos outros. Hoje em dia a tecnologia é tão universal que o uso dela para o crime é apenas uma consequência de sua adoção pela sociedade.

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5 de August, 2008

O que que é isso?

Filed under: Blah, hmmm, etc — jfonseca @ 11:14 pm

O que que é isso?

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1 de August, 2008

O nó das estatísticas na imprensa

Filed under: Lei 11705 "Tolerância Zero" — jfonseca @ 4:21 pm

A imprensa dá um verdadeiro nó nas estatísticas sobre a lei seca no trânsito.

Primeiramente as notícias que demonstram que em várias regiões do país a lei não surtiu qualquer efeito são soterradas por aquelas que indicam alguma mudança.

Segundo que é claro que com blitz parando 1500 pessoas para achar 1 bêbado o trânsito irá diminuir. Diminuindo o movimento no trânsito você diminui os acidentes em igual proporção.

Terceiro que o número de acidentes NÃO mudou no país. As estradas não estão melhores, as ruas não estão mais seguras. O trânsito não está melhor.

Vejam este título: Com Lei Seca, mortes em estradas caem 14,5% nas férias
Subtitulo: Foram registradas em julho deste ano 530 mortes nas estradas federais contra 620 no ano passado

E lendo a matéria encontramos: Apesar da redução do número de mortes no trânsito, o número de acidentes e feridos permaneceu estável, segundo balanço apresentado em Brasília.

A barbárie continuou existindo: 530 pessoas perderam a vida mesmo com toda a estupidez dessa lei. Prova que o que precisa corrigir no Brasil é o atraso histórico na educação, e não transformar o País numa blitz permanente.

A chamada poderia muito bem ser “Lei seca não diminui acidentes nas estradas”

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A História da Ditadura Militar deve ser passada à limpo em nome da democracia

Filed under: Blah, hmmm, etc — jfonseca @ 1:31 pm

O povo Brasileiro optou por um sistema democrático, capitalista. Essa escolha não foi fácil, e a construção do atual sistema não ocorreu da noite para o dia. A construção de nossa democracia ocorreu às custas de muitas vidas, muita luta estudantil, tivemos mais de uma ditadura, a sociedade passou praticamente um século em acalorado debate, passamos por um regime semi-fascista, entramos em uma Guerra Mundial e vencemos, e, por fim, vivemos uma terrível Guerra Fria que durou mais de meio século.

No fim do século XX o Brasil despontou como uma potência emergente. Inflação controlada, imprensa livre, um gigantesco mercado livre e um exemplar sistema de votos diretos para todos os cargos eletivos. O Brasil é, de fato, uma das maiores democracias do mundo. Temos um Judiciário que, mesmo com seus defeitos, é absolutamente democrático. Aliás, por vezes, talvez permissivo e liberal demais.

Exceto algumas leis, que ainda se encontram em discussão na sociedade, o sistema Brasileiro dá ao réu mais chances de se defender que qualquer outro sistema que eu conheça. O sistema penal Brasileiro pode ter seus defeitos, é lento, dá margem para o réu recorrer a várias instâncias e protelar o julgamento de diversas formas.

Mas, convenhamos: no Brasil é muito, mas muito raro mesmo, algum inocente ir para atrás das grades. É mais fácil um culpado ficar solto. Existem injustiças? Sim, existem. Mas são muito mais raras que no sistema Inglês e Americano, por exemplo.

Nessa conjuntura, havendo imprensa aberta, um Judiciário democratico, Ministério Publico de olho, OAB e órgãos de direitos humanos sempre alerta, qual o medo então de se passar a história da Ditadura Militar à limpo? Ninguém será linchado. Ninguém será injustiçado. É um direito de todo Brasileiro conhecer a História como ela realmente ocorreu.

Sempre ouço dizer que fulano é terrorista, que ciclano foi assaltante de bancos, que tetrano foi guerrilheiro. Pois bem! Apresentem-se as vítimas, as partes lesadas, os parentes de vítimas que apresentem suas denúncias e que todos então respondam por seus atos. Que sejam todos julgados em clima democrático, aberto, transparente, na mais absoluta ordem democrática.

E os agentes que cometeram injustiças que mostrem seus rostos. O regime militar no Brasil jamais admitiu a tortura como pratica legal, por que, então, anistiar torturadores?

Passar o Brasil à limpo não é uma afronta aos nossos militares, muito pelo contrário. A enorme maioría dos militares Brasileiros vive para defender a Nação. A enorme maioría dos militares Brasileiros jamais abusou de seu poder, são nacionalistas, estudam cada detalhe de nossa geografia, de nossas riquezas, da História do Brasil e de nosso território. Vivem dia e noite para a defesa do Brasil. Então por que proteger meia dúzia de radicais que extrapolaram suas atribuições e cometeram todo tipo de ilicitude?

Dou meu voto à favor da revogação da Lei de Anistía de 1979. Sou à favor de TODA a verdade, doa a quem doer, ser revelada. À bem da verdade, em nome da História de nosso País. Pois todos temos o direito de conhecer a verdadeira História do Brasil.

Atualização 4/8
Três dias após esse post vemos que ninguém encarou por esse lado, de abrir logo tudo. Virou guerra, revanchismo. A bem da verdade, um general mencionou a possibilidade de abrir tudo sobre todos…era essa a minha idéia, o Open Source aplicado ao Estado. Quanto mais abertura, melhor. Mas não será desta vez. O Estado continuará a ser uma caixinha preta, cheia de segredos.

Vou plagiar a celebre frase de Churchill: a verdadeira História do Brasil continuará sendo “uma charada embrulhada num mistério, dentro de um enigma”.

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29 de July, 2008

Escândalos do Senado de lá

Filed under: Blah, hmmm, etc — jfonseca @ 11:50 pm

Senador Ted Stevens do Estado do Alaska, Estados UnidosO Senador Ted Stevens, de 84 anos, é o mais antigo parlamentar do Senado Americano com 40 anos de casa.

É protagonista de um escândalo no Legislativo dos EUA, é a primeira grave denúncia contra um Senador desde 1993.

Ele teria aceitado milhares de dólares em presentes de uma empresa de petróleo de seu estado, o Alaska.

Leia novamente: em décadas de Senado, ele é suspeito de ter recebido dezenas de milhares de Dólares em presentes.

Deve ser ruím viver num país onde UM parlamentar é suspeito desse tipo de coisa.

 
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28 de July, 2008

O que é a TFLIF no Distrito Federal

Filed under: Imposto é pra isso? — jfonseca @ 10:48 am

O GDF acaba de me enviar carnê cobrando uma tal de “TFLIF”. Mais um imposto? Não é possível! O que seria a TFLIF?

Segundo este endereço do GDF:

O fato gerador da taxa é o poder de polícia administrativa exercida pela Secretaria de Fiscalização de Atividades Urbanas (Sefau). Os recursos arrecadados pela TFLIF são utilizados para cobrir as despesas com os programas sociais do governo.

Criada pela Lei Complementar 336, de 2002, a TFLIF está sendo cobrada pela primeira vez este ano, após a estruturação da Secretaria de Fiscalização de Atividades Urbanas. A taxa é isenta para instituições beneficentes, templos religiosos, atividades artesanais promovidas por entidades de deficientes ou idosos.

É claro que um imposto sem pé nem cabeça só poderia ter uma justificativa sem pé nem cabeça. A pergunta é, entre os outros 227 impostos que pago não estaria contemplada a verba para “o poder de polícia da Sefau”?

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27 de July, 2008

Os grampos telefônicos estão salvando vidas

Filed under: Lei 11705 "Tolerância Zero" — jfonseca @ 1:13 am

Se a recusa em soprar o bafometro é admissão de culpa, então protestar contra grampos telefônicos é admitir que você tem algo a esconder.

Se o Estado pode deter centenas de milhares de pessoas em blitz e inverter o ônus da prova em nome de “salvar vidas”, então nada mais natural que existam centenas de milhares de grampos telefônicos com, ou sem, autorização judicial em nome de “salvar vidas” também. Ecoando o argumento dos que apóiam essa lei de que “quem não deve, não teme”.

Eu sempre observei que o conceito de “blitz” era ilegal. Eu pensei que, com a evolução da sociedade Brasileira, esse tipo de prática da polícia iria cair em desuso. Pelo contrário, o Brasileiro expandiu o conceito e agora autorizam blitz piores, onde você é culpado até que sopre num bafometro.

Só me dei a liberdade de publicar mais este post sobre a lei seca, porque recebí manifestos no último post que me deram energia para mais esta crítica. Vou recapitular os principais pontos que tornam essa lei inaplicável desde dia 20 de Junho, quando foi sancionada por um Presidente que nunca escondeu seus hábitos etílicos. Desde o día de sua sanção inexiste coerência nessa lei.

1) O erro de medição de qualquer bafômetro é maior que o mínimo(zero) imposto pela lei. Não existe instrumento com “erro zero” no planeta Terra.

2) Não existe “alcoolemia zero”. Todo ser humano produz alcool endógeno. A lei já começa cometendo um erro técnico que deveria torná-la inválida.

3) Ninguém é obrigado a soprar no bafômetro. Ninguém é obrigado a fazer exame de sangue. Portanto, a polícia só poderia abordar pessoas que estivessem tendo comportamento suspeito ou perturbando a ordem. Assim, as blitz por toda parte como estão sendo feitas são ilegais.

6) O conceito dessa lei, caso ampliado a outras áreas, e conforme demonstrado pelo absurdo dos grampos telefônicos, é totalitário e justifica todo tipo de arbitrariedades. Órgãos como a Receita Federal e Polícia Federal vão reivindicar(com toda razão) poderes iguais ao do Detran.

7) A lei é dura com o alcool, que é uma substância legalmente comercializada, e é frouxa com drogas ilegais. Uma pessoa que fumou maconha pode disfarçar e passar no bafômetro. A pessoa que comeu um bombom de licor de sobremesa não escapa. Sem falar que a maconha foi descriminalizada em quantidades de uso pessoal. Portanto essa lei beneficia uma atividade ilegal e compromete negócios legítimos como bares, restaurantes e motéis.

Outros bons argumentos existem como a falta de transporte público adequado em praticamente todo o Brasil, compras de bafômetros a preços absurdos, o caráter arrecadatório e não educativo da lei, a imprecisão dos bafômetros utilizados, o desvio do trabalho policial de outros problemas mais sérios, a multa severa e punição exagerada incentivam outras ilegalidades(como colocar o filho menor de idade para dirigir), entre muitos outros.

Obrigado aos que se manifestaram em meu último post. Fizemos nossa parte divulgando nosso ponto de vista sobre essa lei. Agora devemos confiar que o Judiciário fará a coisa certa pela nossa democracia.

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25 de July, 2008

Cansei desse assunto…

Filed under: Lei 11705 "Tolerância Zero" — jfonseca @ 4:24 am

Não adiantou argumentar, mostrar que em países civilizados não existe blitz, mostrar que bafômetro erra, protestar contra blitz de homens armados nas ruas, etc. Mais ou menos 95% das pessoas ao meu redor acham essa lei seca uma maravilha e não ligam a mínima para serem parados por policiais armados, ter que parar e soprar bafômetro, provar que é inocente, etc…

Então, como bom democrata, eu me calo, respeitando a maioria. Não concordo, mas vou me calar. Disseram por aí que eu estou lutando contra uma “lei que salva vidas”.

Encerro este assunto deixando claro que penso que se trata de uma lei ditatorial e que as coisas vão melhorar um pouco no início, e depois vão piorar, e muito. Fico imaginando quando essa lei sair dos holofotes da imprensa, o poder que restará nas mãos da polícia. O Brasil está virando um estado policial, só não enxerga quem não quer. Mas já que mandaram, fico calado sim senhor. Sem problema nenhum.

Torço, com toda sinceridade, que vocês que apóiam esta lei estejam certos e que isto resulte em vidas salvas. Tem uma mãe que fez um relato comovente em certos foruns da internet, da história de seu filho que morreu atropelado por um bêbado. Se as pessoas ligaram essa lei à salvação contra isso, como é que posso argumentar? Na verdade eu esperava que o povo discutisse a civilidade disso, discutir direitos individuais, leis, etc… Mas a imprensa e o povo levaram para outro lado. Como é que posso discutir com uma mãe que conta uma história assim? É impossível. Não adiantou argumentar racionalmente, o povo levou essa discussão pro lado de “deve-se, ou não, permitir dirigir bebado”. Eu nunca defendí ninguém dirigir bêbado. Só achei que quem não está fazendo nada de errado não deve ser parado e constrangido, obrigado a provar inocência, etc. Pra mim a polícia deveria pegar quem está fazendo algo errado, em flagrante. Sempre fiz plantão, trabalho com informática então acontece muito ter que trabalhar às madrugadas. Todo dia, voltando para casa, eu via carros batendo pegas, jovens bebendo em seus carros bem na frente da polícia e não acontecia nada. De repente foi pro outro extremo, todo mundo virou culpado pelos atos de meia dúzia de delinquentes e o povo aceitou numa boa abrir mão de liberdade em troca de ter alguns desses delinquentes presos.

Eu acho que toda ditadura inicialmente diminui os problemas, mas no futuro custa muito mais em termos de civilização e progresso social. Eu achava que o povo tinha que evitar acidentes por outro caminho, mas o Brasileiro já mostrou que é este que vai ser o caminho. Agora querem remendar a lei, adequando a quantidade de alcool, etc… Eu acho que o grave não é a quantidade de alcool, e sim o fato do povo aceitar essa força policial, a inversão do ônus da prova, aceitar ter que provar sua inocência sem acusação formal nenhuma. O que mais me entristeceu foi a reação do povo. O Brasileiro aceita o totalitarismo com uma facilidade imensa, basta observar no trânsito, ninguém liga pra nada.

Se todo mundo aceitou essa lei numa boa, se aqui se pensa diferente do resto do mundo sobre o que é privilégio, e o que é direito, então eu vou respeitar isso. Lei seca é lei seca. Não brinde num motel, não tome sua taça de vinho nem coma o bombom de licor se for dirigir.

Cansei desse assunto. Bola pra frente.

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