Barack Obama, 44o Presidente dos Estados Unidos

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A linguagem Python subiu no telhado. Antes que me acusem de parcialidade, contra Python, deixem que eu faça isso por vocês: eu não gosto de Python.
Mesmo assim, tentarei ser imparcial nesta crítica.
Dia 15 deste mês o criador da linguagem Python, Guido Van Rossum, divulgou a versão 3.0 da mesma. A principal diferença? Python 3.0 não rodará programas escritos em Python. Dá pra acreditar?
Traduzindo: Van Rossum basicamente criou uma nova linguagem cujo nome é Python 3.0.
O raciocínio por trás dessa decisão é desprovido de lógica : segundo Van Rossum, “haviam formas demais de resolver o mesmo problema, e muitas formas de não resolver problema algum”.
Parece delírio, visto que o sonho de todo designer de linguagens é que ela seja flexível o suficiente para oferecer mais de uma forma de resolver um problema. Perdoem o vício aqui, TMTOWTDI “There’s More Than One Way To Do It” é um dos lemas da linguagem Perl.
Afinal, nas linguagens humanas existem praticamente infinitas formas de se dizer algo. Às vezes, dado o contexto, nem é preciso falar a frase toda.
Por esse, e outros motivos(como espaços em branco como delimitadores sintáticos) afirmo: Python subiu no telhado. Se preferirem, não acreditem neste programador Perl. A própria comunidade Python já começa a pular fora:
A pequena Laserjet P1005 é uma maravilha para quem só precisa de imprimir algumas centenas de páginas por mês, em preto e branco.
Acontece que o toner que vem de fábrica acaba muito rápido, e não é mistério algum que o grande negócio da HP é vender toners e cartuchos. Eles praticamente dão as impressoras de presente.
Compramos um toner novo, porém antes de trocá-lo decidimos dar uma sacudida no antigo. E voilà, o mostrador apresentou o toner cheio! Está imprimindo há mais de uma semana após a sacudida!
Portanto: antes de comprar um toner novo para sua P1005, dê uma boa sacudida nele! Pegue-o numa posição quase vertical, com as duas mãos, e sacuda como quem faz uma caipirinha.
Depois que descobrí que o preço dos toners coloridos da Laserjet Color 3500N era cerca de R$ 2200,00 desistí de ter uma laser colorida. A minha 3500N está encalhada num canto, pois os toners custam mais que o aparelho novo. (Quando a comprei, o fiz tão animado que nem perguntei o preço dos toners.)
Apesar de fazer impressões maravilhosas, fotos impecáveis e trabalhos profissionais, o custo dos toners para a Laserjet 3500N não compensam, é melhor utilizar uma gráfica rápida para as capas e gráficos de um trabalho, e imprimir o resto num aparelho simples como a P1005.
O mesmo se aplica para grandes volumes: compre a impressora principal P&B e terceirize apenas as partes coloridas para uma gráfica rápida.
A Brasil Telecom desligou o redirecionador de DNS universal que praticamente sequestrava todos os domínios inexistentes. Não sei exatamente quando se deu esse desligamento, mas hoje percebí que ao digitar um domínio com erro ortográfico não fui parar numa página de anúncios Yahoo! como acontecia até algum tempo atrás.

Ser banqueiro deve ser bom demais! Taí uma lista de 10 motivos para você tentar ser banqueiro em sua próxima encarnação.
Da reportagem “Os séculos americanos” desta nobre revista.
A reportagem de Giuliano Gandalini passa por alguns parágrafos de exaltação do óbvio, entre conquistas positivas dos EUA e suas voltas por cima após crises, até chegar à seguinte síntese:
Mas, em comparação com encruzilhadas que outras nações e os próprios Estados Unidos enfrentaram no passado, a crise atual é contornável com os recursos e instrumentos de política econômica de que o país dispõe. Acima de tudo, os americanos mantêm o seu espírito empreendedor e arrojado, calcado na livre iniciativa, na democracia e no império da lei. Essas virtudes continuam inabaláveis e independem do que pensam seus presidentes. Enquanto essa situação perdurar, a decadência americana vai ficar confinada à prateleira de best-sellers das livrarias.
Eu não sei que canal de notícias o reporter de Veja tem assistido, mas eis alguns dos fatos: os supostos “recursos e instrumentos de política econômica de que o país dispõe” não deram nem pro começo, Bush precisou estatizar bancos(livre iniciativa?) para TENTAR começar a solucionar a crise.
Bush ignorou o tal “império da lei”, e fez o que quis em 8 anos - mandou torturar, efetuou prisões sem mandado judicial, espionagem doméstica e operações ilegais da CIA em plena Europa.
Já sobre a “Virtude inabalável” do povo Americano, convenhamos que é uma afirmação muito vaga. Podemos dizer, com certeza, que ao estatizar bancos o governo Republicano dos EUA deu um tiro no coração de Milton Friedman e praticou Karl Marx ao pé da letra: o Estado tomou do povo os meios de produção e socializou a incompetência de banqueiros ricos, tudo isso com dinheiro público.
E foi tudo decidido no politburo de Bush, contra mais de 70% da vontade do povo Americano.
É marcante o contraste entre o que diz o repórter de Veja e algo chamado “realidade”.
Hoje eu tive 2 boas surpresas passeando pela blogosfera. Dois novos blogs que eu nunca pensei que fossem existir, devido à completa falta pretenção de seus autores. Um dos autores eu só conheço pelos livros, e pelos comentários no código fonte do melhor sistema operacional do mundo. O outro é de um amigo e expert em comunicação online que finalmente decidiu acrescentar um blog à sua presença na WWW.
Linus Torvalds, criador do Linux e pesquisador da Linux Foundation criou um blog de “fotos de sua família”, no qual ainda não tem foto alguma publicada. Enquanto isso ele passa o tempo falando daquilo que mais queriamos saber dele : Linux, internet e tecnología. E, por sinal, já começa com um interessante artigo sobre os Intel SSD (”discos” rígidos em estado sólido, ou seja, discos sem discos).
Por falar nisso o sistema operacional Linux completou 17 anos de idade há 2 dias atrás. Foi com este post no grupo comp.os.minix da Usenet que tudo começou.
O jornalista Fernando Zarur lançou O Coletivo, blog onde discutirá suas especialidades : comunicação online, jornalismo, tecnologia e internet. O Coletivo deve estar na mira de quem se interessa por essa poderosa combinação de assuntos. Já entre os primeiros posts fala de um dos assuntos mais relevantes para consumidores modernos: a enchurrada de informação sobre produtos, os beneficios e prejuízos de ter tanta informação na hora de comprar algo tão simples quanto uma câmera digital. Recomendo a todos. ( Conheça também seu tabalho fotográfico)
Taí, é um bom dia pra ler um blog!
Lula passou a semana debochando do Bush, sorrindo com Chavez, “ensinando” os EUA como se faz capitalismo. Eu pensei “isso não vai dar certo…vamos levar uma porrada a qualquer momento”…
Não deu outra. Neste momento a Bovespa despenca 10% e o Dólar está acima dos R$ 2,00.
Lições pro Lula: Não se canta vitória antes da hora. E jamais se debocha de quem está por baixo, seja quem for.

Nos Estados Unidos é mais ou menos aceito que “noticiário” na TV a cabo é sinônimo de entretenimento.
O noticiário é uma espécie de reality show. Tem controvérsia, surpresa, suspense, vida e morte. É como um Big Brother, só que envolve vidas, terroristas, guerras, eleições…tudo é verdadeiro, é um show onde tudo é real. Para quem sabe filtrar, a notícia está lá, não há nada desonesto ou inventado. É apenas uma forma de se apresentarem os fatos.
A rede de notícias CNN é especial nesse grupo, foram eles que inventaram o “noticiário showbiz” nos anos 1980. A CNN tem a capacidade de juntar pessoas extremamente qualificadas, colocá-las no ar, e conseguir fazê-los passar horas inventando o que falar, mesmo na maior falta de assunto.
Os analistas da CNN fazem tudo isso sem qualquer compromisso com o que realmente pensam. Um prerequisito básico para ser analista da CNN, me parece, é ser um hipócrita profissional. O cinismo é puro, destilado. Tem aqueles que dizem o que pensam, é claro. Mas há situações onde o constrangimento do comentarista é visível: ele não tem o que dizer, mas é obrigado a dizer algo mesmo assim.
Quando escrevia este post ontem à noite(não tive tempo para concluir devido ao trabalho), acabava de terminar o debate vice-presidencial dos EUA. O debate não teve absolutamente NADA que eles esperavam: não houveram gafes, Palin e Biden não saíram no tapa, Biden foi um gentleman, e Palin evitou atacá-lo o tempo todo, foi algo absolutamente NULO em termos de showbiz. E a CNN não gostou nada disso, pois eles fizeram de tudo para que parecesse uma luta do Mike Tyson com Evander Holyfield.
As familias Biden e Palin se conheceram após o debate e pareceu-me um encontro amigável, “amigos instantâneos”, mas a CNN tirou logo a cena de foco e voltou à polêmica. O resultado foi uma cena esquisita : por um lado a CNN tentando vender uma briga inexistente, por outro as 2 famílias ao fundo confraternizando. Cena digna do Mágico de Oz, como quem dissesse: “não olhem para aquelas pessoas sorridentes lá atrás! Há tensão, rivalidade, uma briga espetacular vai acontecer a qualquer momento, não perca o próximo capítulo!”.
Se as eleições forem decididas agora, as redes de notícias como a CNN perderão uma FORTUNA em audiência. Eles precisam manter o show rolando até dia 4 de Novembro.
É aí que entra a parte eticamente questionável desse showbiz: é o momento quando o noticiário é capaz de influir nos próprios fatos que noticia. George Soros talvez chame isso de “reflexividade”, os Físicos talvez chamem de “princípio da incerteza de Heisenberg”. Não importa o nome, o fato é que a imprensa altera o próprio fato que ela noticia.
Mesmo tendo uma atuação pífia, vazia, sem qualquer conteúdo no debate de ontem, a CNN está fazendo de tudo para Sarah Palin não parecer o que realmente é: uma mãe de família bonita, ambiciosa, trabalhadora… e completamente despreparada para ser vice-presidente dos EUA. Os Republicanos respiram aliviados por ela não ter estragado tudo no debate de ontem. Esse é o nível da vice de McCain, ninguém espera nada dela além de sorrir. Mas a CNN consegue dar vida a tudo isso, chamam a vice de “pit bull” sendo que ela foi a mais fragil até aqui. Aliás, vários comentaristas afirmavam que o perigo era Joe Biden humilhá-la no debate e fazer com que o povo se sentisse solidário com ela. De pit bull ela não tem nada.
Depois a CNN disse que Palin “revigorou a base Republicana”, enquanto Republicanos pediam para ela desistir do cargo para não atrapalhar a candidatura McCain. Enfim, a CNN constrói a realidade que lhe convém e afirma que É, quando na verdade eles “esperam que seja”, tudo para lucrar mais até o dia da votação. Se a CNN noticiasse a verdade sobre Palin, e não o showbiz construido, esta eleição acabava esta semana.
Palin não soube citar um só jornal que lê ou assiste de manhã, tampouco soube mencionar uma só decisão da Suprema Corte que ela tenha acompanhado ou que tenha afetado seu Estado, o Alaska. E quando a imprensa lhe perguntou mais sobre seu plano de governo, ela acusou a imprensa de perseguí-la com “peguinhas técnicos”.
E McCain? Ele está velho, apagado e Bush acaba de fazer a pior presidência da história dos EUA. Não tem problema, a CNN cuida de tudo isso! Criam fatos políticos, espicham o assunto horas e horas quando não há muito o que discutir na verdade. Alguém tem alguma dúvida do que McCain representa? Alguém tem alguma pergunta a fazer a ele sobre seu projeto de governo? Ou podemos esperar uma invasão do Irã logo nos primeiros meses de McCain na Casa Branca? É Bush III, mas a CNN tenta ao máximo desfazer essa imagem para manter o debate no ar.
É a receita perfeita pra CNN tentar esticar o show ao máximo, e é o que vão fazer até o limite. É aí que fica manchada a linha entre o que é realmente notícia e onde o noticiário começa a afetar os fatos. A notícia em sí começa a gerar mais notícia. É o showbiz da CNN.
Tudo indica que virão surpresas em Outubro. Aguardem, the show must go on!
Pois bem, eis porque o Presidente está tão confiante: ele manda em nosso Congresso. E, nas atuais circunstâncias, Lula tendo 80% de aprovação popular, o Congresso não teria força para fazer o que o Congresso dos EUA fez para impedir Bush de usar dinheiro público para salvar banqueiros.
Se a crise fosse no Brasil, seria resolvida mais ou menos assim:
1) O Tesouro(ou BC?) pagaria as dívidas dos bancos falidos após o fechamento do mercado, numa sexta-feira à noite (véspera de algum dos 257 feriados do Brasil). Tudo isso com dinheiro emprestado, é claro.
2) A oposição faria um espetáculo teatral e pediria o impeachment de Lula pela 20a vez durante o fim de semana.
3) Uma edição da Revista Veja sairia em perfeita sincronização com os discursos da oposição e “fontes secretas da ABIN” revelariam uma terrível conspiração Comunista em solo Brasileiro mesmo que, ironicamente, Bush tenha estatizado mais empresas em uma semana que Hugo Chavez em 6 anos.
4) O Governo entraria em campo negociando (ninguém sabe o que) com parlamentares.
5) A oposição ficaria repentinamente silenciosa
6) Votações secretas no Congresso definiriam que tudo ficará exatamente como está.
7) O trator de mídia do Governo cuidaria do resto.