Este sistema detectou que você sabe ler.
Isso, segundo algum estatístico inspirado, significa que, se voce é Brasileiro, então tem mais de 5 anos de idade e se encontra entre os 84% mais privilegiados da população Brasileira.
O fato de possuir alguma especie de acesso à Internet, mesmo que esta seja sua primeira vez na Grande Rede, significa que você é ainda mais ilustre, e está aproximadamente entre os 12% mais privilegiados.
Ja a sua visita a este blog te coloca entre os 0.000001282 % da população, já que provavelmente apenas eu e você conhecemos este lugar(juntos somamos cerca de 2 156milhonésimos do povo Brasileiro).
Pensando por esse lado é dificil de acreditar que a tal da “mudança” começa conosco. Imagine : tudo o que irá mudar no Brasil, pra melhor ou pra pior, daqui pra sempre, começará com a iniciativa de apenas 0.000000641% da população, com a iniciativa de apenas uma pessoa.
Gostaria de lhe dar as boas vindas e dizer que sua visita é muito especial (apesar de representar “apenas” 0.000000641% do Brasil).
Obrigado pela visita, espero que goste. E que volte sempre.
Ha cerca de 80 anos o trigesimo Presidente dos Estados Unidos, Calvin Coolidge, imortalizou a frase “o negocio da America sao os negocios” (“The business of America is business.”).
Trabalhando com a Internet desde 1996 eu sempre me perguntei : qual seria o “business da Internet” para os Estados Unidos?
Por que uma tecnologia tao fascinante foi simplesmente entregue ao mundo para ser usada por todos gratuitamente, sem royalties e, como os proprios americanos dizem, sem nenhuma “amarra”?
Existe algum controle central da Internet? Alguem paga para usar a tecnologia que torna a Internet viavel? Enfim, existe “free lunch” vindo da terra do business?
Todos sabemos que a Internet gerou enorme riqueza para varios cidadaos americanos. Creio entao que o aspecto financeiro da abertura da Internet eh auto-explicativo : os EUA realmente lucraram o suficiente com a Internet e ponto final.
Resta portanto a outra metade da questao : qual o dispositivo criado para garantir que a Internet nao se torne uma arma contra os Estados Unidos?
A resposta de Mr. George W. Bush talvez fosse “um porrete DESTE tamanho”, mas os criadores da Internet foram mais sutis.
Existe sim um controle central da Grande Rede.
Sao 13 pontos e um segredo que permitem aos EUA “desligarem a Internet”, ou desviarem todo o trafego da Rede, ou simplesmente impedir que cidadaos da Siria vejam o mesmo que o povo dos EUA(eu sinceramente creio que isso nunca foi feito, mas a tecnologia permite pensarmos nessa hipotese).
Trata-se de um “segredo” muito mal guardado, ja que essa informacao eh publica desde que a Internet se tornou publica.
O controle da Internet da-se atraves do sistema que traduz o nome que voce digita no seu navegador para um endereco especial usado para levar a pagina que voce quer ver ate voce. Em todo endereco da internet existe um ponto que ninguem jamais pronuncia. Por exemplo, www.un.org leva a pagina das Nacoes Unidas. Agora tente acrescentar um ponto ao endereco assim : www.un.org. – a mesma pagina sera exibida. Por que? Porque o pontinho ja estava la, so que voce nao o via, ninguem fala nele, ele nao aparece nos emails, nem nas paginas.
Sao 13 porque o pontinho corresponde a um supercomputador(Root Server) que tem exatamente 12 clones espalhados pelo mundo. Acho curioso terem escolhido exatamente 13 pois nos Estados Unidos ha um grande preconceito e supersticao com esse numero. Muitos predios sequer possuem 13o andar, pulando direto do 12o para o 14o andar!
Ha, inclusive, um ou dois clones desses aqui no Brasil (creio que ficam em Brasilia e Sao Paulo, porem sempre subordinados ao servidor principal dos Estados Unidos – como era de se esperar). Clique aqui e confira a localizacao e demais informacoes sobre os 13 pontinhos-chefe da Internet mundial.
Para entender como isso acontece o endereco da Internet deve lido da direita para a esquerda: www.planalto.gov.br eh na verdade .br.com.planalto.www (repare no pontinho antes do BR.). Esse endereco diz para seu computador : va ate o pontinho e pergunte quem eh o tal do “br”, depois va ate o “br” e pergunte quem eh o tal do “planalto”, por fim va ate o tal do “planalto” e pergunte quem eh o tal do www. E assim por diante ate que os devidos contatos sao feitos e voce finalmente ve a pagina que esta no computador chamado “www” do local “planalto.gov.br.”
O pontinho sempre eh consultado primeiro, ele eh o grande comandante de toda a internet. O fato dos enderecos serem(do ponto de vista do computador) de tras pra frente, e o fato do pontinho jamais ser mencionado, as vezes nos da a impressao de que o BR, no caso do Brasil, seria o inicio de tudo. Mas o pontinho ja estava la antes do BR, basta olhar de perto que voce ve!
A febre da terceirização tecnológica para países do leste europeu e asia já mostra seus efeitos sobre as universidades daquela região. A perspectiva de obter boa remuneração produzindo software tem incentivado estudantes de computação de antigas repúblicas soviéticas onde olheiros de empresas como Google, Microsoft e Oracle mantém vigía 24 horas por día a procura do próximo Linus Torvalds.
O resultado disso é que as famosas Caltech, Stanford e MIT dos Estados Unidos há um bom tempo não conseguem ficar entre os primeiros colocados em desafios de matemática e programação envolvendo universidades do mundo todo.
Na edição 2006 do concurso “International Collegiate Programming Contest“, patrocinado pela ACM e IBM e considerado o desafio de programação mais importante entre universitários do mundo todo, a universidade americana melhor colocada foi a famosa MIT – em oitavo lugar.
O nosso ITA ficou em 13o lugar na frente dos gigantes tecnológicos da Coréia e Pequin! A outra brasileira entre as melhores é a PUC do Rio de Janeiro em 19o lugar. As 2 brasileiras ficaram à frente de Carnegie Mellon, Princeton, California Institute of Technology e Universidade de Tóquio!
Os primeiros colocados foram :
| 1 | Saratov State University(Russia) |
| 2 | Jagiellonian University – Krakow (Polônia) |
| 3 | Altai State Technical University (Russia) |
| 4 | University of Twente (Holanda) |
| 5 | Shanghai Jiao Tong University (China) |
| 6 | St. Petersburg State University (Russia) |
| 7 | Warsaw University (Polônia) |
| 8 | Massachusetts Institute of Technology (EUA) |
| 9 | Moscow State University (Russia) |
| 10 | Ufa State Technical University of Aviation (Russia) |
Veja o resultado completo aqui.
As respeitadas Carnegie Mellon, Georgia Institute of Technology, Rice(em Houston, TX) e Virginia Tech não resolveram sequer um dos desafios, ficando apenas com menção honrosa.
A matemática russa é famosa há séculos e a computação pode ser considerada uma ramificação da matemática aplicada. O recente crescimento na área tecnológica provavelmente se deve mais ao fim dos embargos da guerra fria do que a qualquer grande novidade em investimentos científicos na região. Não custa imaginar onde estaríamos tecnologicamente se não tivéssemos os embaraços ideológicos do século 20!
Já pensou se existisse uma análise semântica dos textos de blogs do mundo todo para verificar o humor de quem escreveu? Um sistema que fosse capaz de detectar se um texto é alegre ou triste, irônico ou até mesmo “escrito por um bêbado”?! Depois sería tirada uma média de todos os blogs para verificar como está o humor global.
É isso que uma equipe da Universidade de Amsterdam se propõe a fazer. No momento o sistema MoodViews analisa apenas os “smileys”(expressões de sorriso, tristeza e outras emoções desenhadas com caracteres como
) ou
) em aproximadamente 150.000 artigos diários de blogs no sistema LiveJournal .
Através do recém-lançado recurso MoodSignals é possível ver graficamente os picos de humor e efetuar buscas por gráficos que ilustrem a progressão no tempo de outros estados de espírito da população dos blogs como “bravo”, “furioso”, “apaixonado” e por aí vai!
Os blogs(você está lendo um deles!) são tão difundidos que no futuro pode ser possível cruzar oscilações na bolsa de valores com humor nos blogs financeiros, ou guerras e escândalos com o humor nos blogs políticos. Por enquanto os blogs são a consequência, e não a causa. Mas pode ser, e é provável, que no futuro isso mude.
Será possível um dia prever o rumo da bolsa de valores através do humor da web?
Fontes do New York Times (e de um diário da Califórnia não identificado) revelaram à Revista Communications of the ACM que os jornalistas estão sendo orientados a evitar títulos de matérias alegóricos, e utilizar linguagem direta e termos simples.
Tudo isso para que os robôs que constroem as páginas de notícias como Google News possam concluir a análise semântica do texto e colocá-lo na categoria correta. Um título do tipo “Grande Pizza no Congresso” poderia levar o robô a classificar o artigo na seção de culinária.
Podemos esperar, muito em breve, “leads” e chamadas do tipo “Comissão Parlamentar de Inquérito conclui trabalhos com zero punições, 18 absolvições, 300 votos contra, 400 días de trabalhos, absolvições DE Deputados membros DA Câmara dos Deputados, capisce GoogleBot?”.
E pode apostar: William Bonner e Fátima Bernardes terão que falar mais lentamente e sem gírias, para os robôs que capturam texto e permitem buscas textuais em conteúdos da programação da TV possam compreender o que falam e transcrever corretamente.