Todos nós já tivemos um momento assim: pensar em alguém e o telefone tocar e dizer “você não morre mais! acabei de falar em tí”.
O cientista Rupert Sheldrake, do Trinity College em Cambridge(Inglaterra) achou que era coincidência demais e decidiu realizar testes estatísticos. Grupos de pessoas ligavam aleatóriamente entre sí e testavam a ocorrência do fenômeno. Num grupo de 63 pessoas o fenômeno aconteceu 45% das vezes. Segundo ele, a probabilidade disso ser apenas acaso é 1 em 1000 bilhões.
Ou seja, é muito provável que telepatía via telefone realmente exista, e, como disse a reportagem da CNN, todos nós já desconfiávamos disso de uma forma ou de outra.
Quem pensar que Rupert Sheldrake é apenas um maluco comúm está completamente enganado. Ele é um maluco genial. Biólogo, doutor, ele defende uma teoría de que o universo é um sistema vivo e que possui memória. A parte principal do trabalho de Sheldrake é a questão de “sentir” o olhar quando estamos sendo observados pois é uma forma popular de explicar o fenômeno científico por trás desse sentimento. Todos temos essa sensação, mas a descrevemos apenas como “instinto”. Segundo Sheldrake há mais do que instinto envolvido, o que ele tenta explicar científicamente através dos campos e das perturbações desses campos, gerando a referida sensação.
Segundo reportagem do “Salon”, os tais campos teríam sido propostos em 1920 por outros 3 cientístas. Rupert Sheldrake desenvolveu essa tese anterior e concluiu uma outra teoría sobre “resonância mórfica”. De acordo com ele os campos de forças existentes formam o que Carl Jung chamou de “coletivo consciente”. Acrescentou ainda que o Universo tem “memória”, e que as coisas só estão da forma que estão agora pois elas se “lembram” de como estavam antes. Através dessa teoría ele explica a telepatía, a sensação de estarmos sendo observados, instintos animais e muitos outros fenômenos que normalmente ignoramos por serem tão comúns(ou por não acreditarmos neles de jeito nenhum!).
Críticos dizem que Rupert Sheldrake não passa de “um maconheiro que gosta de cogumelos exóticos da Califórnia”. Ele não nega essas acusações. Mas nada disso tira o mérito de suas teorías, é uma visão diferente. São “malucos” como ele que mudam o mundo, às vezes por pura sorte. Realmente há muito que a ciência não explica completamente, especialmente nessa área que chamamos de “instinto”, “sentir-se mal em tal situação” e por aí vai.
Sheldrake não é um falastrão qualquer. Não há uma só acusação de fraudes em pesquisas vindas de Sheldrake ou dessa universidade britânica.
PS >> Há muitos anos um amigo me perguntou se, para completar o servidor FTP que ele estava instalando, precisava “colocar o fio azul atrás do computador”. Eu disse a ele “esse é o cabo da rede, precisa sim”. Ele disse “não tem outro jeito”? Eu respondí, pensando que estava falando o maior absurdo, “até que inventem o Tcp/IPoT ( TCP/IP over Telepathy ) vai ter que ser com o fio”.
Caso a teoría de Sheldrake se confirme, será possível utilizar a sua rede de resonância natural como camada física do padrão OSI que dá estrutura ao TCP/IP. Significando internet grátis para todo o universo! São 2:00 AM, acho melhor ir dormir…. (Mas não é interessante isso?!!)