out 2006 03

Não escreví muito sobre a eleição pois a maior parte do que tinha para falar sobre o pleito eletrônico já estava na categoría correspondente aquí no blog.

A nossa urna tupiniquim que, segundo o TSE, é a melhor de todas (à frente de pangarés e amadores tecnológicos como o Japão e EUA), é segura, confiável e “a mais moderna do mundo”. Nossos resultados saem no mesmo dia, ao contrário de países atrasados como Inglaterra, França, Japão e EUA onde os votos demoram e o povo sofre com a contagem de cada um dos votos pois lá ninguém confia em meio eletrônico de votação que não imprime cópia do voto…

Mas enfim, não adianta criticar. No país onde se viola o painel de votação eletrônica do Legislativo, todo mundo confia cegamente no sistema de votação eletrônica do Executivo. Aliás o Brasileiro é o povo que mais confia em todo mundo: mandamos nossas caixas pretas para serem analisadas pelos principais suspeitos da queda do avião(conforme nota abaixo), fornecemos todos nossos dados ao Orkut e formamos a maior comunidade sem privacidade do mundo, enfim, somos o povo mais alegre do mundo, disso não há dúvidas.

Para completar, “apenas” 3402 urnas, dessas “mais modernas e seguras do mundo”, tiveram problemas desta vez. Nada sério, nem deve ser motivo para preocupação. Afinal, não é preciso contar EXATAMENTE um por um dos votos, basta ter uma idéia de quem deve governar e bola pra frente! E é sempre bom o mesário digitar e gritar alto seu título de eleitor pois é importante saber a que horas e em quem você votou.

out 2006 06

Segundo esta reportagem do Globo, traduzida da Reuters, cientistas dinamarqueses conseguiram teletransportar informação entre dois pontos a cerca de 50cm um do outro.

Citaram Star Trek, mas para mim o mais assustador dos filmes com teletransporte ainda é “A Mosca”. Nele, um mosquito é teletransportado juntamente com Jeff Goldblum e o DNA dos 2 é combinado no processo, dando origem a um bicho humano-mosca.

No caso de Eugene Polzik e sua equipe, aparentemente eles teletransportaram alguma forma de informação, ou seja, a informação não passou pelo trajeto entre os 2 pontos. Ela deu um “salto quântico”. A pergunta é se é possível controlar esse teletransporte para criar um “canal” seguro para transporte de dados e objetos. Creio que ainda é muito cedo para pensar nisso.

out 2006 06

Em 1967 a população dos EUA atingiu 200 milhões. Demorou mais de 50 anos para dobrar de 100 para 200 milhões.

Agora, cerca de 40 anos depois, a população dos EUA atingiu 300 milhões.

E o dado inUTIL de hoje é que…a cada 7 segundos nasce um americano, a cada 13 segundos morre outro, e a cada 31 segundos um imigrante entra no País. Saldo: a cada 11 segundos a população dos EUA cresce em 1 pessoa.

out 2006 06

Video de míssel camera lentaEis um incrível vídeo filmado a 2000 quadros por segundo, registrando o lançamento de um míssel anti-tanque. A incrível taxa de amostragem permite mostrar todos os detalhes da explosão e do projétil iniciando sua trajetória. Após a captura, um trecho do vídeo é mostrado a baixa velocidade.

O olho humano passa a ter imensa dificuldade em distinguir 2 eventos separados quando eles acontecem a menos de 1 décimo de segundo(ou menos) entre um e outro. Daí a impossibilidade de ver a trajetória de uma bala disparada e outros objetos em alta velocidade.

out 2006 06

O blog “Bad Analysis” traz um post com 10 motivos pelos quais as pessoas cometem burrices. Gostei do post e traduzí aquí, adicionando meus comentários e experiências próprias a alguns ítens.

  1. “Fiz porque fulano é um idiota” – Atribui-se a outra pessoa um fato negativo para poder justificar uma atitude sem sentido. Como se fosse lógico justificar um erro com outro.
  2. Fingir ter controle – a pessoa faz questão de jogar os dados, sendo que qualquer pessoa jogando o mesmo conjunto de dados resulta na mesma probabilidade. Leva à ilusão de estar sob controle da situação.
  3. Consenso burro – todo mundo está fazendo, por que eu não posso?
  4. Ilusão das probabilidades – Só por que caiu um avião isso não torna mais provável que outro caia em breve. Entretanto a grande maioría das pessoas deixa de viajar de ônibus ou aviões após acidentes e outros eventos marcantes e recentes. Tomar decisões com base nesse tipo de “probabilidade” leva a erros.
  5. Apego às coisas – as pessoas tem imensa dificuldade de se livrar de velharías, mesmo sabendo que elas nunca mais serão usadas. O mesmo se aplica a maus hábitos e situações onde o indivíduo sabe que dará errado, simplesmente por não ser capaz de se livrar de “uma velharía”
  6. Seu desejo é o desejo alheio – Freud explica. Há situações em que você não estava interessado em algo, até que essa realidade ou realização aconteceu para uma pessoa na sua frente. À partir daí esse objeto ou conquista passou a ter valor para você, por ser o desejo alheio. Como seu desejo é totalmente irracional, ele não faz sentido, e leva a gastos desnecessários e …a alguma burrice.
  7. Displicência, distração, excesso de autoconfiança – o título diz tudo, ao termos familiaridade com algo passamos a ser displicentes no trabalho curriqueiro. Certo día, trabalhando com amplificadores valvulados, ganhei um belo choque ao pegar um fio para soldá-lo de volta ao circuito. Por ser trabalho repetitivo, esquecí de retirar o cabo de alimentação do amplificador…360 volts DC nada divertidos… A probabilidade de sofrer um acidente de trabalho diminui bastante com a prática, mas ela ainda existe conforme acidentes com pilotos experientes na Fórmula 1 demonstram.
  8. Distorcer argumentos do oponente para justificar o seu – políticos são mestres nisso. Pegam algo totalmente contra sua posição e dizem “mas é justamente isso que eu disse”, e distorcem tudo numa boa para dizer exatamente o oposto… A retórica pode até enganar temporariamente as pessoas, mas não é possível enganar a natureza.
  9. Egocentrismo – às vezes, para ver que algo é óbviamente errado, bastaría nos colocarmos no lugar da outra pessoa. Isso é muito mais difícil do que parece, como a história mostra.
  10. “Já chegamos até aquí, agora vai embora assim mesmo” – acomodação, condescendência e maus hábitos. As pessoas justificam algo errado simplesmente porque o erro já foi repetido muitas vezes. Péssimas tradições, como a corrida dos toros na Espanha, ou pular fogueiras de São João, se repetem todo ano apesar da óbvia burrice que são. A corrupção no Brasil é exemplo claro disso : “sempre houve roubo, desde o Império, não vejo nada demais em fulano roubar”.
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