É tecnicamente impossível impor uma Lei de Controle da Internet nos moldes da chamada Lei Azeredo sem que se faça necessário o emprego de um enorme aparato tecnológico-repressivo. Serão necessários “terminais” identificadores do usuário em cada repartição, em cada empresa. Firewalls, sistemas de captura de dados, autenticadores biométricos, pontos de vendas de cartões identificadores, e por aí vai.
Uso doméstico
Vamos pensar : ao sentar-se à frente de um computador, o usuário encontra a Internet já conectada. A internet estava conectada com o CPF de sua esposa e voce decide navegar. Qualquer ilegalidade cometida por você poderá ser atribuída à sua esposa? Irão invadir os lares para identificar quem lá estava sentado naquele momento?
Multiplos usuários por IP
Na maioria dos ambientes de trabalho é comum que todos os usuários “saiam” para a Internet através de um centralizador, normalmente o chamado “firewall” que, em seguida, envia os dados para fora da rede através de um “roteador”. Esse ponto único de saída é preciso para proteger a rede corporativa, bem como filtrar endereços indesejados, impedir atos ilícitos cometidos através da rede corporativa, e por aí vai. Agora imagine como é que vão identificar uma rede de dezenas ou centenas de usuários que saírem pelo mesmo ponto(possuindo um ou poucos endereços de rede, ou IPs)?
Criptografia será ilegal?
Se eu criptografar tudo que for enviado e recebido à partir de meu computador(há, inclusive, plugins grátis para Outlook Express e Mozilla Thunderbird que fazem justamente isso) o governo não poderá verificar o autor de determinado conteúdo. Neste caso haverá um agente estatal(na forma de software, por exemplo?) em minha casa para verificar as assinaturas digitais de meus documentos, para ter certeza que eu não vou codificar meus emails de alguma forma? Ou para certificar-se de que vou enviar tudo em português legível? Ou tornarão a prática da criptografía ilegal, também passível de uma pena de 4 anos de cadeia?

Caiu uma ogiva encima dos planos de Eduardo Azeredo, Renan Calheiros e Delcídio Amaral(entre outros) de controlar a Internet.
O Sen. Antonio Carlos Magalhães somou sua voz à de outros caciques, contra o plano esperto de implementar um sistema fascista de controle sobre nossa Internet.
Para não admitir o grande erro, dizem que a lei será discutida depois. Não terão coragem para trazer isso de volta à pauta(ed: Tiveram. Veja nota abaixo.), pelo menos sem retirar de lá o ranço autoritário. Para todos os efeitos essa lei foi derrubada hoje.
Edição – 4/8 de 2011: Cinco anos depois, eis que tiveram a coragem de ressuscitar o projeto…
Essa nova geracão! Um menino de 12 anos criou um navegador na linguagem C#, gravou num pendrive e levou num passeio à Microsoft. Ao chegar lá mostrou ao pessoal da Microsoft. Só espero que os pais não o deixem comecar a trabalhar e programar o dia todo nessa idade!
Como diz esta reportagem, em Nova Iorque há tele-entrega de praticamente qualquer coisa. A modalidade mais popular ultimamente tem sido a tele-entrega de maconha. Disque o número de um biper, aguarde um contato. Quando o telefone tocar, encomende um peso e receba a visita de uma pessoa bem vestida, educada e discreta. Caixinhas de plástico contendo a erva são entregues em questão de 2 horas.
Um grande país tropical ao sul, cores nacionais verde e amarelo tem a liberdade na Internet ameacada por legisladores irresponsáveis. Parece familiar?
Representantes da empresa Google Inc avisam que a Austrália pode regredir aos días pré-Internet caso uma certa legislacão seja aprovada pelo Congresso daquele País. A lei ameacaria sistemas de busca e todos que gravarem uma cópia das páginas que visitarem. Para que os sistemas de busca funcionem, eles devem “puxar” a página e armazenar uma cópia para poder efetuar a busca. Se essa nova legislacao passar, esse armazenamento será crime o que pode abrir um precedente perigoso: ao visitar uma página qualquer você a tem armazenada em seu computador de forma temporária. Se isso se tornar crime, o ato de navegar a Internet em território Australiano pode se tornar ilegal.
Falta de preparo dos parlamentares não é exclusividade do Brasil!