A linguagem Python subiu no telhado
A linguagem Python subiu no telhado. Antes que me acusem de parcialidade, contra Python, deixem que eu faça isso por vocês: eu não gosto de Python.
Mesmo assim, tentarei ser imparcial nesta crítica.
Dia 15 deste mês o criador da linguagem Python, Guido Van Rossum, divulgou a versão 3.0 da mesma. A principal diferença? Python 3.0 não rodará programas escritos em Python. Dá pra acreditar?
Traduzindo: Van Rossum basicamente criou uma nova linguagem cujo nome é Python 3.0.
O raciocínio por trás dessa decisão é desprovido de lógica : segundo Van Rossum, “haviam formas demais de resolver o mesmo problema, e muitas formas de não resolver problema algum”.
Parece delírio, visto que o sonho de todo designer de linguagens é que ela seja flexível o suficiente para oferecer mais de uma forma de resolver um problema. Perdoem o vício aqui, TMTOWTDI “There’s More Than One Way To Do It” é um dos lemas da linguagem Perl.
Afinal, nas linguagens humanas existem praticamente infinitas formas de se dizer algo. Às vezes, dado o contexto, nem é preciso falar a frase toda.
Por esse, e outros motivos(como espaços em branco como delimitadores sintáticos) afirmo: Python subiu no telhado. Se preferirem, não acreditem neste programador Perl. A própria comunidade Python já começa a pular fora:
A pequena Laserjet P1005 é uma maravilha para quem só precisa de imprimir algumas centenas de páginas por mês, em preto e branco. 