blog do Zé

27/2 de 2009

O casamento de Gisele

Categoria: Blah, hmmm, etc — jfonseca @ 7:39 am

A grande notícia internacional hoje não é sobre a indústria do Japão que encolheu ainda mais.

Gisele Bundchen casou. É o que diz esta reportagem do Estadão.

A reportagem chama a atenção por 2 motivos. Primeiro…porque a Gisele casou. Segundo, pelo seguinte trecho: “A noiva usou um vestido Dolce & Gabanna, mesma marca da roupa de seus três cães”

Eu devo estar vivendo num mundo paralelo.

PS. Quarterback não é zagueiro, é o jogador mais valioso do time, não atua na defesa e normalmente eles se casam com modelos como a Gisele.

Casamento da Gisele Bundchen

Casamento da Gisele Bundchen


 

22/2 de 2009

Frase do dia

Categoria: Cultura (Quase sempre)Inútil — jfonseca @ 6:31 pm

“Política é showbiz para gente feia.”

- Jay Leno, comediante Americano


 

Dica de AdSense: é proibido linkar diretamente para resultados de buscas

Categoria: Dicas para Webmasters,Google — jfonseca @ 9:38 am

Esta semana tive a idéia de linkar diretamente para resultados de buscas do AdSense ou CSE à partir de um tema que o visitante estivesse pesquisando. Assim poderia oferecer aos clientes uma página repleta de resultados orgânicos, além de anúncios relacionados.

O quero dizer com “linkar para resultados de buscas”? Algo assim: Procurar por livros de informática

Seria um link semelhante, exceto que em meus próprios sites e utilizando a busca CSE do Google(agora também disponível no AdSense). É o mesmo sistema de busca, com os mesmos resultados, exceto que os anúncios veiculados são da sua conta AdSense, portanto o Google divide com o Webmaster qualquer renda desses anúncios.

Escreví para a equipe do AdSense do Google Brasil para saber se isso era permitido e recebí uma resposta curta e direta: no momento é absolutamente proibido linkar diretamente para resultados de busca. Explicaram que trata-se basicamente de preencher o campo de busca para o usuário, e isso não é permitido.

Quando linkamos para resultados de busca do próprio Google, onde tem bastante AdWords 100% Google, eles não acham ruím. Mas fazer o mesmo em seu site não é permitido. Falou, tá falado, abandonei a idéia.


 

Instalando o plugin Flash 64 bits para Firefox

Categoria: Dicas para Webmasters — jfonseca @ 9:07 am

Há algum tempo venho tentando instalar o plugin Flash 64 bits para Linux. Encontrei algumas dicas online(de 2007 e 2008), que sugeriam basicamente copiar o plugin 32 bits para a pasta /usr/lib/mozilla/plugins ou equivalente(no Fedora é /usr/lib/firefox/plugins). Nenhuma delas funcionou para mim…inclusive tenho minhas dúvidas se esse ambiente onde essa dica funcionou era realmente, puramente, 64 bits. Não estou por dentro da situação dessa migração de 32/64 bits em outras distros, mas se não tiver uma camada de compatibilidade funcionando como “stub” entre software 32 e 64 bits, certamente o plugin 32 bits não funcionaria.

Relato a primeira tentativa para quem tiver curiosidade, se quiser apenas instalar pule logo para a segunda tentativa. Em 5 minutos terá o plugin funcionando.

Primeira Tentativa (Sem sucesso)

A Adobe sugere o plugin errado quando acesso o site oficial de Download. Se baixar esse arquivo, provavelmente estará recebendo o plugin 32 bits. Pelo menos até a data deste post a Adobe sugeria a versão x86 do plugin, que é de 32 bits, mas isso deve mudar no futuro próximo.

Baixei a versão 32 bits e alterei o script de instalação para ele ignorar o teste de plataforma.

Comentei a linha 253:

#exit_cpu $TEMPARCH

Agora ele não abortava o script ao detectar que estava rodando em 64-bit….mas também não serve para nada, ele apenas copia o plugin para dentro da pasta plugins do firefox.

Executei o comando…
wc flashplayer-installer
787 2841 21702 flashplayer-installer
…para ver quantas linhas, palavras e caracteres tem esse script e constatamos que o script tem 787 linhas simplesmente para copiar libflashplayer.so para /usr/lib/firefox/plugins…..maravilha, mas não funcionou.

Segunda Tentativa (Sucesso)

Estou usando o Fedora Core 8 64-bit, mas creio que a dica a seguir servirá para outras distros, bastando adequar a pasta destino.

1) Crie uma pasta chamada flash_player10_64bit_beta na sua pasta onde costuma deixar seus downloads
O motivo deste passo é que o player BETA vem fora de qualquer pasta e sem instalador, criar a pasta será bom para lembrar no futuro que se trata do plugin 64 bit BETA.

2) Baixe o plugin BETA 64 bits da Adobe
Caso o URL tenha mudado quando você ler este post, acesse via a página do Adobe Labs clicando aqui.
Salve na pasta flash_player10_64bit_beta

Nota: No endereço do Adobe Labs há, também, versões do plugin para Solaris x86 e Solaris Sparc.

3) Descompacte o tarball usando :
tar xzvf libflashplayer-10.0.d21.1.linux-x86_64.so.tar.gz

4) A pasta destino agora depende de sua distro. No caso do FC8 é
cp libflashplayer.so /usr/lib64/firefox-2.0.0.8/plugins
Mude /usr/lib64/firefox-2.0.0.8/plugins para a pasta lib64 de seu sistema.

NOTA: O plugin 64-bit deve ir na pasta lib64, não em lib. As dicas em outros blogs mandam que seja copiado para [...]/firefox-dir/lib/ – isso não funcionará com o plugin 64

Reinicie o Firefox, e pronto! Vá até o YouTube e confira tudo funcionando perfeitamente. Caso não funcione, provavelmente a pasta destino do passo 4 está errada. No meu caso testei as pastas firefox em /usr/lib/ /usr/lib64/ e /usr/lib/mozilla/ – desses três apenas a instalação sob /usr/lib64/firefox-2.0.0.8/plugins funcionou. E não repare estar usando a versão 2.0.0.8, realmente ainda não fiz upgrade…. Provavelmente você estará usando um firefox mais recente, atualize o nome das pastas deste post de acordo e tudo deve funcionar.


 

17/2 de 2009

Governador de Nova Iorque quer taxar downloads

Categoria: Controle da Internet,Noticias de Tecnologia — jfonseca @ 11:54 am

Eu tenho a nítida impressão que políticos passam 24 horas por dia pensando em uma maneira de destruir a liberdade na internet.

Não se vê um só projeto de mais abertura, de mais liberdade. Todos os projetos legislativos e executivos pelo mundo afora parecem buscar mais fechamento, mais controle, mais rigidez. “Em nome da sua maior segurança”, é claro.

No Brasil, um grupo de Senadores tentou controlar a internet. Seu projeto ridículo, o mais vergonhoso projeto fascista originado em nosso Congresso, diga-se de passagem, não teve sucesso porque a revolta foi geral. O projeto obrigaria a todos nós a comprarmos certificados digitais, cada um a preços que estimei entre R$ 40 e R$ 200. Imagine isso para cada cidadão… Ia chover dinheiro em algum lugar….

Governador de Nova Iorque David Paterson

Governador de Nova Iorque David Paterson

A notícia hoje é que o governador do estado de Nova Iorque, aquele que assumiu no lugar do outro que foi flagrado com a prostituta e renunciou, anunciou hoje que pretende impor uma taxa de 4% para downloads efetuados através da rede.

O governador que renunciou, Elliot Spitzer, era o mais famoso promotor de Wall Street. Ele caçava fraudadores da bolsa de valores como ninguém. Curiosamente, foi sob sua vigilância que Bob Maddoff conseguiu perpetrar a maior fraude financeira da história: uma pirâmide de Ponzi cujo volume é estimado, pelos promotores de NY, em mais de 50 bilhões de Dólares. Elliot Spitzer, o mais famoso caçador de meliantes de Wall Street pegou todos os malandros da Cidade, mas ele simplesmente não viu Maddoff saindo com U$ 50.000.000.000,00 pela porta da frente. Incrível, não?

A classe política não tem mesmo classe. O sucessor de Spitzer, David Paterson, pretende algo inédito. Ele quer taxar todos os downloads em 4% do valor nominal do download. Baixou um MP3 de U$ 1, deposite 4 cents na caixinha do governador. Comprou um livro digital de U$ 50? Deposite U$ 2 na caixinha do governador.

E como isso permitiria o controle da Internet? É simples. Você já deve ter percebido que a Receita Federal é também chamada de “o Fisco”. O motivo disso é que a Receita tem 2 funções básicas: arrecadar impostos e fiscalizar a origem do dinheiro circulando no País. Essa segunda função faz com que a Receita precise saber qual a atividade econômica que deu origem a cada recurso. Funciona dessa forma nos EUA também, exceto que lá a Receita chama-se IRS, e é um dos órgãos mais temidos daquele País.

Assim, se um governo qualquer passar um imposto sobre downloads na internet, o Estado teria que saber, necessariamente, sobre todos os downloads ocorrendo em determinado instante. Eis que se instala, sorrateiramente, o controle da internet através do Fisco.

A Internet sabe o que fazer, e está fazendo sua parte.


 

Tabela periódica de operadores Perl 6

Categoria: Perl — jfonseca @ 10:31 am

A seção de programação do Reddit.com costuma ser a mais útil entre os sites de notícias sociais. Todos os dias procuro algo novo e interessante para aprender por lá.

Eis que hoje me deparei com uma verdadeira pérola: uma tabela periódica dos operadores Perl 6, inspirada numa palestra ministrada por Larry Wall(criador da linguagem).

Tabela periódica de operadores Perl 6

Tabela periódica de operadores Perl 6

É uma verdadeira obra de arte, clique aqui para conferir.


 

The Pirate Bay – Dia 2 do julgamento

Categoria: Noticias de Tecnologia — jfonseca @ 10:19 am

Logotipo The Pirate Bay

Logotipo The Pirate Bay


Diversas fontes estão noticiando que os 4 responsáveis pelo The Pirate Bay obtiveram uma vitória parcial no segundo dia de julgamento.

Conforme falamos no primeiro post sobre o julgamento, a tecnologia Torrent é a verdadeira força por trás do The Pirate Bay, e os arquivos .torrent que estavam sendo utilizados como evidência contra os réus não provaram qualquer ligação com os mesmos.

Quem leu este blog ontem já sabia que isso iria ocorrer – quem deve ser processado é o responsável pela disponibilizaçã do Torrent, e não o sistema de buscas.


 

16/2 de 2009

Backup do meu arquivo ~/.emacs – Configuração com auto indentação e sem backups

Categoria: Programação,UNIX — jfonseca @ 4:29 pm

Este é o backup do meu ~/.emacs
Decidí trazer aqui pro blog de modo que possa puxá-lo sempre que necessário em outras máquinas, e também para compartilhar com vocês, claro!

O que essa configuração faz? Bem, eu não queria usar o modo CUA que imita as teclas de atalho do Windows, pois já me acostumei com as tradicionais sequências do Emacs e consigo ser produtivo com elas. Caso se interesse, o modo CUA deixa o Emacs semelhante aos editores do Windows, Ctrl+c copia, Ctrl+v cola, Ctrl+x recorta, Ctrl+z para desfazer e Shift-movimento para selecionar.

Para usar o modo CUA do Emacs insira o seguinte no seu arquivo ~/.emacs (caso não exista, deve criá-lo):

(cua-mode t)
(transient-mark-mode 1)
(setq cua-keep-region-after-copy t)

No entanto prefiro a seguinte configuração:

(setq indent-line-function ‘indent-relative-maybe)
(setq make-backup-files nil) ;; desabilita criação de arquivos de backup com til, exemplo: index.html~
(global-set-key (kbd “TAB”) ‘self-insert-command) ;; força o emacs a inserir uma tabulação sempre que eu teclar
(define-key global-map (kbd “RET”) ‘newline-and-indent) ;; torna o comportamento do ENTER o mesmo de Ctrl+J

Aviso: Emacs vicia! Ao terminar este post automaticamente digitei C-x C-s


 

Debian 5.0 lançado!

Categoria: Linux,Noticias de Tecnologia,UNIX — jfonseca @ 10:47 am

Logotipo oficial DebianVocê já deve ter ouvido falar: o Debian 5.0 foi finalmente lançado no Sábado 14/2.

Confira changelog e release aqui.

Baixe o Torrent do ISO para CD ou DVD aqui.

Ou compre uma distro para ajudar a financiar o desenvolvimento do Debian, clicando aqui.


 

Responsáveis pelo The Pirate Bay vão a julgamento em Estocolmo

Categoria: Noticias de Tecnologia — jfonseca @ 10:10 am

Logotipo The Pirate Bay

Logotipo The Pirate Bay

O buscador de torrents “The Pirate Bay” passa, à partir de hoje, por um de seus mais importantes desafios: os 4 responsáveis pelo site, Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, Peter Sunde Kolmisoppi e Carl Lundström vão a julgamento acusados de “facilitar a pirataria de filmes e software”.

A notícia coberta pela CNet, entre outros, já é destaque nos sites de notícias sociais como Reddit, Propeller e Digg.

Os proprietários do site alegam, em sua defesa, que o buscador não publica qualquer material ilegal. Eles “apenas criaram um sistema de buscas especializado em torrents”. De fato, sistemas como o próprio Google ou Yahoo! listam torrents de programas piratas caso você procure. O caso é controverso, e não é a primeira vez que o The Pirate Bay é atacado pela indústria fonográfica ou por Hollywood.

O próprio nome “Bahía dos Piratas” é uma provocação clara contra Hollywood. A ligação do nome do site com pirataria é direta, e a mensagem de Hollywood parece ser mais política que qualquer outra coisa: eles não querem que a pirataria via Torrent seja tão explicitamente anunciada.

O fato é que existem milhares de buscadores de Torrents e uma punição ao Pirate Bay não terá qualquer efeito prático. O que as autoridades querem é dar um exemplo de combate à pirataria, e buscarão bodes expiatórios para isso. Parece que a equipe do Pirate Bay são a bola da vez.

Acontece que todo sistema de buscas na Internet pode, ou não, indexar material ilícito, mas esse material não é responsabilidade do buscador e sim de quem o publicou. Os buscadores de torrents são instrumentos que servem para buscar distribuições de software livre como o Linux, livros sem royalties ou com direitos expirados, e por aí vai.

Logotipo do BitTorrent

Logotipo do BitTorrent

A verdade é que a tecnologia Bit Torrent tornou possível a troca ilimitada de mídia pela Internet. O Torrent é uma invenção brilhante que distribui a carga de um download por N usuários, tornando possível distribuir software de forma eficiente e distribuindo custos com largura de banda por todos que utilizam o software. A distribuição de software por Bit Torrent, portanto, tornou-se padrão em poucos anos. As principais distribuições Linux, de alguns gigabytes, são distribuídas também pelo Torrent, como forma de agilizar o processo e economizar largura de banda.

Acontece que os piratas logo perceberam o potencial desse sistema para compartilhar filmes, software e dados piratas. Até mesmo um trecho do código fonte do Windows 2000 vazou pelo Bit Torrent há alguns anos, causando constrangimento aos seus desenvolvedores devido aos palavrões e a comentários como “somos idiotas” contidos no código.

Os donos do The Pirate Bay não parecem preocupados. Na reportagem da CNet linkada acima, um deles afirma : “não sou rico, não tenho nem um centavo para pagar em multas. E eles já tentaram nos tirar do ar uma vez, que tentem de novo. O site tem vida própria, ele ressurgirá.”

A Cobertura completa do caso vem acontecendo no Torrent Freak, praticamente em tempo real. Clique aqui e confira.


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