Intel perde mil milhões com falha em chipset
PS. O que leva nossos mil milhares de irmãos Portuguêses a esnobarem o bilhão?
Diversos guitarristas mencionam que o Fender Hotrod Deluxe fala alto demais já nos primeiros degraus da escala de volume. “Eu não consigo passar do 3!”
Acontece que esse amp traz um “truque” eletrônico no seu controle de volume: utiliza potenciômetro linear ao invés de logaritmico.
O ouvido humano percebe o volume dos sons através de uma escala muito aproximada à logaritmica. Ou seja, ouvimos um Concorde decolando no aeroporto e o grito de uma criança próxima e nosso ouvido ameniza o ruido do avião, e parece “amplificar” o grito da criança. Uma espécie de “compressor” natural.
Isso se deve a essa percepção logarítmica dos sons em nosso sistema auditivo. Para que nosso cerebro processe um som com o dobro de intensidade é preciso inserir 10 vezes mais potência na produção do som. Ou seja, dobrar a altura de um som qualquer não é moleza, é preciso gastar muita energia.
Um amplificador “tradicional” utiliza escala logarítmica para o controle de volume. Assim, do volume 1 ao 5, a potência do amplificador subiu apenas 10%, e do volume 5 ao 10 a potência do amp sobe cerca de 10 vezes(depende do potenciometro), para dar a impressão que o volume “dobrou”. Assim, a maioria dos amps fala alto mesmo é pra lá do volume 7.
E o Hotrod Deluxe?
O Hotrod utiliza pots lineares de volume(se a memória não me falha, de 100K LIN).
Ou seja, do volume 1 ao 5, ele sobe 50% de potência, e do volume 5 ao 10 ele sobe os outros 50%. Já no volume 3 o músico tem a impressão que a casa vai cair! Acontece que do volume 3 até o 10 a percepção de volume nesse amp sobe em torno de 40%, ou seja, o Hotrod assusta no início mas não vai muito além disso.
Lembrando que é um excelente amp e que fala muito alto com apenas 40 Watts.
É raro ficarmos sabendo de uma disputa puramente ética no Vale do Silício. Do principal palco da guerra tecnológica entre corporações esperamos apenas brigas judiciais cabeludas, espionagem industrial e muita controvérsia.
Eis que esta semana, o Google acusou a Microsoft de plagiar seus resultados de busca. Não há nada de ilícito nisso, portanto é uma reclamação que visa apenas atingir a moral da rival. Todas as empresas copiam todas as outras no vale do silício. Mas, por algum motivo, a notícia do Google vs Bing espalhou como fogo de palha.
A Apple lançou o iPad? Quinze dias depois haviam pelo menos 10 concorrentes ao tablet. O mouse foi inventado por Douglas Engelbart? Quase 50 anos depois(1964) ainda há quem pense que foi a Apple que inventou a peça eletrônica mais popular do mundo. Dizia o Pablo Picasso que os “bons artistas copiam, os gênios roubam”, ou seja, ninguém notaria uma cópia que tivesse sido bem “adaptada”.
A “denuncia” do Google se baseia em experimentos realizados pela empresa desde Agosto de 2010. Resultados para palavras sem sentido que foram plantados no Google teriam sido capturados em resultados do Bing. Acontece que há controvérsia no metodo empregado e os resultados apresentados não significam, necessariamente, que a Microsoft tenha um robô copiando os resultados do Google. É possível que algum plugin, ou barra de ferramentas, de navegadores de clientes pode ter vazado o resultado de um sistema para o outro.
São tantas barras de ferramentas nos vigiando nos navegadores, que nem sabem mais de onde vem tanta informação sobre os usuários. É também através dessas barras de ferramentas auxiliares que os sistemas de buscas procuram “sinais” para melhorar seus resultados.
Mais um dia normal no Vale do Silício. Google vs. Bing: A não-notícia da semana.
As imagens da revolta no Egito, sendo apresentadas ao vivo na rede CNN, são simplesmente medievais. Compatriotas lutando a paus e pedras no centro da Capital. Mais tristes são as imagens daqueles que ficaram para trás na estampida, por um tropeço que seja, os vemos sendo chutados no chão, apanhando devido à sua opinião política.
Devido à política totalitária do governo, o povo do Egito é 100% desarmado. No auge do conflito, cidadãos de bem protegem suas famílias com porretes, barricadas e pedras na mão. Não há armas de fogo em posse da população.
Nessa hora vemos o quanto é míope a política de desarmamento no Brasil. Quando a desordem é desencadeada, se não houverem armas de fogo, o ser humano destrói um ao outro com aquilo que tiver na mão. Quanto a desarmar o povo em nome da “segurança nacional”, vale lembrar que o Gandhi derrotou a poderosa Inglaterra sem disparar um tiro sequer.
Microsoft e Nokia anunciaram que vão unir forças no mercado móvel. Para um programador Linux como eu, a notícia não poderia ser pior. Ainda tinha planos de comprar um N900, já que o iPhone e o Android ambos me deixariam preso a uma grande empresa em particular.
Acontece que, pensando estritamente na estratégia da Microsoft, trata-se de um grande negócio.
Nos anos 1980 a Apple fabricou o que era, indiscutivelmente, o melhor PC do mundo. Perfeito, integrado, não dava pane, tinha mouse e interface gráfica, permitia a edição de um livro em sua casa fato que deu origem à revolução do “desktop publishing”. No entanto, a Microsoft uniu-se à IBM e, vendendo hardware barato e aberto a todos para copiarem, escreveram a história do PC quase sozinhos. A Apple quase não sobreviveu ao erro de fechar sua plataforma, e por pouco não foram morar junto com o Betamax.
A união da Microsoft com a Nokia pode ser decisiva no jogo da telefonia móvel. Enquanto Apple e Google achavam ter aniquilado a Microsoft com seus super-sofisticados e caríssimos smart-phones, a Nokia e a Microsoft tem a oportunidade de vender aparelhos baratos, acessíveis, em enorme escala, e repetir o feito da união entre IBM e MSFT de 30 anos atrás.
Será que a história se repete?