Quem abre o Estadão vê a chamada “Bolsa em alta após a morte de Bin Laden”. Logo abaixo, “bolsa sobe 0.28%”. Depois, quando criticam a imprensa, dizem que é perseguição, mas realmente dizer que 0.28% é uma alta que reflete a morte do terrorista mais procurado do mundo demonstra que a imprensa não noticia a realidade. Ela busca, sim, causar uma realidade.
A bolsa subirá após a manchete do Estadão? Talvez. Diz o especulador George Soros, em sua teoria da reflexividade, que o especulador altera a bolsa, e a bolsa altera o especulador, gerando loops de interação que levam às bolhas. É uma adaptação do princípio da incerteza de Heisenberg, de que o observador altera o observado. Ou seja, o observador é participante do sistema do observado.
A bolsa de valores não subiu com a morte de Bin Laden. Mas poderá subir, se a imprensa assim se empenhar. Para quem está inserido na bolsa de valores(não é meu caso), o fato da imprensa e da bolsa influenciarem-se mutuamente é simplesmente normal. Os grandes especuladores caçam esses loops de insanidade assim como pescadores buscam cardumes no radar, são minas de ouro.
Como todo desenvolvedor, chega uma hora em que realmente uma linguagen nos atrai e torna-se a nossa linguagem definitiva. Assim como um cão escolhe um dono, e um casal decide atar laços na igreja. Todo desenvolvedor tem um “casamento” com uma linguagem, mesmo que passe 8 horas por dia no seu emprego desenvolvendo em outra. E lá, não se trata de infidelidade, é apenas sobrevivência tecnológica.
O caso mais comum em ambientes de TI é aquele em que o chefe é apaixonado pela linguagem X, mas os desenvolvedores a detestam. E adivinhem quem ganha… A equipe inteira passa a desenvolver em X, mesmo de cara feia.
Eu não sei quem decidiu que a linguagem Java deveria ser aplicada no modulo de segurança do Banco do Brasil. Só sei que decidiu errado. O token seguro RSA que produz desafio/resposta periodicamente o dia todo é uma opção muito mais estável e garante a identidade do operador onde estiver…. Só tenho a certeza de que algum chefe no BB é apaixonado por Java.

Não entendo como até hoje o BB insiste em dar murro na ponta de faca com esse “modulo de segurança”. No Windows, o tal módulo é uma DLL, em outros sistemas é feito em Java. Não funciona no Mac OS X, não funciona no Linux, não funciona no Firefox 4, não funciona no Firefox 3.x se você por acaso instalar o Firefox 4 e voltar para o 3 para tentar usar o BB.
Enfim, vou até a agência resolver meu problema de hoje, porque com 4 computadores na minha frente não conseguí usar o BB.
Um assunto tomou as primeiras páginas da CNN e várias outras agências internacionais: no dia 5/5 o Brasil reconheceu oficialmente a união homosexual. Trata-se de uma tendência em todo o mundo. Ou, digamos, uma luta social que ocorre atualmente em boa parte do mundo.
Independente da minha opinião a respeito, existe uma enorme controversia sobre esse julgamento: tudo indica que o Supremo Tribunal Federal legislou. A Constituição Federal não deixa qualquer margem para interpretação sobre o assunto:
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 1º – O casamento é civil e gratuita a celebração.
§ 2º – O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.
§ 3º – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. (Regulamento)
§ 4º – Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
§ 5º – Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.
O julgamento ora concluido colocou o Brasil no mapa da “modernidade” mundial. Estamos sendo vistos, até mesmo na Europa, como progressistas, um “povo do futuro”. Só fica a pergunta: o que o Supremo fez é licito?
As duas matérias levam a data de 10 de Maio. Curiosamente, a primeira foi publicada hoje e a segunda, ontem. Tudo bem, normal, vindo de uma imprensa que costuma mesmo inverter causa e consequência. Nem sempre sem querer.
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BRASÍLIA – Os policiais vão poder usar os mesmos truques dos pedófilos em páginas de bate papo e sites de relacionamento na Internet para investigar crimes sexuais contra crianças e adolescentes na rede. O Senado aprovou nesta quinta-feira projeto que altera o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) para permitir que policiais possam se infiltrar em páginas da internet e se passar por vítimas para investigar crimes sexuais contra crianças e adolescentes. O projeto, aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), permite que eles se passem por criminosos ou por vítimas em busca de pedófilos. O projeto agora vai ser apreciado na Câmara.
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