jul 2011 07

Que beleza!

jul 2011 11

O alto preço dos cartuchos de tinta para impressoras é simplesmente um desaforo contra o consumidor. É um insulto vender o conjunto de cartuchos de tinta para uma Epson T24 por preço superior ao da impressora nova, que vem equipada com os mesmos cartuchos, apenas contendo menos tinta.

Hoje, ao acabar a tinta de minha Epson, confronto-me com a dúvida ética: faço, ou não, o jogo sujo das fabricantes de impressoras? Todos sabemos que o toner, e a tinta, não valem sequer 1% do preço cobrado. O material para refill pode ser adquirido por uma inúscula fração do preço, o que existe é uma barreira para a recarga dos cartuchos. Ou seja, já sabemos que a matéria prima é de baixo custo e que a industria de cartuchos dificulta sua recarga para manter os preços abusivos.

Se temos a certeza de que se trata de um abuso contra o consumidor, é válido arriscar uma tática que poderia forçar a redução nos preços: não compre mais cartuchos novos, compre uma impressora nova toda vez.

No Mercado Livre há impressoras laser da Samsung a R$ 165,00 – preço abaixo de muitos toners para lasers. O duty cycle dessa impressora é baixo, apenas 5000 paginas por mês, mas e daí? Quando quebrar, compre mais 3 ou 4 impressoras novas. O conjunto de toners para uma LaserJet departamental, como uma Laser 3500N, custa mais de R$ 2000 – fato sobre o qual tenho conhecimento recente, pois fui responsável pela compra deste conjunto de toners há poucos meses. Com esse valor, daria para comprar mais de 10 samsungs modelo 1665.

Se todos começarmos a comprar impressoras em vez de toners, as empresas serão obrigadas a baixar o preço da recarga. O preço das impressoras é subsidiado para viciar o consumidor na compra de tinta a preços exorbitantes. Caso você pare de comprar tinta, e passe a comprar novas impressoras, eles irão repensar sua estratégia.

É ruim para o meio ambiente? Sim. É anti-ético na minha opinião? Sim. Mas as corporações estão fazendo o oposto, que é milhares de vezes mais anti-ético e pior para o meio ambiente porque o fazem em escala global. A British Petroleum despejou no Golfo do México mais sujeira que toda a humanidade já consumiu em saquinhos plásticos, e até o momento as punições que lhe foram aplicadas não passam de um tapinha na mão.

O que fazer com as impressoras velhas? Jogue na porta da HP. Ou jogue aqui no lixo de minha casa, pois os motores de passo contidos nelas são jóia para projetos de hobby!

Não compre cartuchos, compre impressoras novas.

Atualização 19/7: Dito e feito!
Samsung ML-1660 por R$ 169,00 no Mercado Livre – R$ 50 a menos que os 4 cartuchos de minha impressora velha…

jul 2011 19

O leitor astuto deve ter percebido o endereço deste post: “Mac OS X Sucks”. Na verdade ele não é um sistema ruim, tenho usado há um ano e meio, e confesso que fiquei impressionado com esse UNIX pra lá de bem implementado.

Mas a impressão inicial passou, e o dia a dia tornou-se complicado.

Hoje foi a gota d’agua: copiei e colei uma pasta através da rede, de meu notebook Mac para este computador. A pasta “fotos” já existia no computador destino, portanto o Mac perguntou se desejava “sobrescrevê-la”. Para quem mexe com Windows e Linux(que juntos somam 90% dos usuários de PC) “sobrescrever” uma pasta signfica “gravar por cima dos arquivos nela contidos”(‘merge’, no jargão do Linux). Ou seja, somam-se os arquivos – apenas são sobrescritos aqueles de mesmo nome.

Eis que o Mac pensa diferente(“think different”, soa familiar?). Ele decidiu que era uma ótima idéia apagar minha pasta de fotos inteira e gravar só os arquivos que ele estava transferindo. Em outras palavras, o Mac apagou a pasta original e depois gravou outra de mesmo nome, no mesmo diretório destino.

Sem qualquer aviso, O Mac apagou 48 GBytes de fotos anteriores e escreveu meia dúzia de fotos por cima.

Qualquer iniciante nos estudos de usabilidade conhece a regra mais importante de qualquer sistema: não devem haver efeitos colaterais destrutivos, muito menos sem um aviso claro daquilo que será destruido. “Todos os arquivos existentes na pasta destino serão destruidos, proceder?” seria a mensagem correta, e não “sobrescrever a pasta?”. O comportamento padrão em qualquer outro sistema, como já mencionamos, é sobrescrever apenas os arquivos de mesmo nome – jamais apagar arquivos sem avisar.

De início não acreditei. Para ter a certeza do que acabara de ver, criei uma pasta ‘teste’ na origem e outra no destino. Inseri alguns arquivos-cobaia no destino, e repetí a experiência, a pasta origem contendo arquivos diferentes. Novamente ele apagou e recriou a pasta contendo apenas os arquivos do Mac – os arquivos anteriores da pasta destino foram todos para o espaço.

Aviso, esta caixa de dialogo parece inocente, mas é um perigo para seus dados: ao confirmar aqui que deseja “Replace”, sua pasta anterior será totalmente apagada, e os novos arquivos gravados nela.

 

Abaixo, a mesma tela no Linux: repare que há a opção “merge”, que significa “juntar os arquivos”. Ou seja, fosse o Linux, ele não teria apagado todas as minhas fotos.

 

Não foi a primeira vez que o Mac OS X destruiu arquivos importantes inadvertidamente. Em outra ocasião recente, o sistema sobrescreveu um CompactFlash inteiro com arquivos antigos, destruindo as fotos do trabalho de todo um dia. Demorei a compreender o que houve. No cansaço do dia anterior, fechei o MacBook antes de “desmontar” a unidade de compact-flash. No dia seguinte, quando reinserí o cartão, a tabela de alocação de arquivos anterior foi “sync”ronizada de volta para o cartão. Os arquivos anterioes, que todos sabemos não são realmente apagados(apenas marcados para apagar), apareceram de volta, magicamente. E todas as fotos tiradas naquele dia desapareceram. Felizmente o Photo Rescue conseguiu ler todos os arquivos e resgatá-los – pagou o preço da licença logo no primeiro uso.

“Pensar diferente” tem limites.

Não bastasse a Apple quase ter falido nos anos 1980 devido a sua arrogância, eles parecem querer testar a paciência do consumidor novamente com seu sistema operacional para PC’s. Quem foi que lhes disse que reinventar o gerenciador de arquivos que todo mundo já sabe usar seria uma boa idéia? Quem foi que disse que a ausência de confirmações para operações destrutivas seria uma boa idéia?

E mais. Para quem se vangloria pela usabilidade de seus produtos, deviam saber que o mouse de um botão só é menos produtivo que o de 3 botões. O teclado reduzido é charmoso mas difícil de usar – e onde está o teclado numérico? Onde estão Home, End, Insert e Delete? (Já sobre a falta de Page up/down, dá pra enganar com gesto de dois dedos no mouse.) Delete é delete, mas OPTION + delete não substitui o backspace(e são duas teclas) – então, onde está o backspace?

fn, control, option e COMMAND geram uma confusão imensa – chega a ser difícil compreender como este mapeamento de teclado passou pelos testes de usabilidade da Apple. O que o fn faz? Troca a função das teclas… O que control faz? Depende. E alt/option? Tem hora que é “Alt”, tem hora que é “option”. Na maior parte das vezes é “confusão”.

Onde está o comando para recortar e colar um arquivo? Não existe. E quando crio um arquivo novo e o Finder não ficou sabendo ainda(via rede, por exemplo)…onde fica o botão “Refresh” ou F5? Não tem. Espere o Finder decidir enxergar o arquivo(ou alterne entre visualizações com COMMAND + 1 ou 2 ou 3…custava ter um refresh?).

E a rede Wi-Fi que insiste em desligar se você transferir muitos arquivos em sucessão? Acontece em todos os Apple baseados em Darwin que já testei – inclusive iPhones com jailbreak. Pesquisei e não encontrei mais detalhes sobre este problema, no entanto é fácil de reproduzir, basta rodar o rsync com um grande volume de arquivos, por exemplo. (O rsync é uma maravilha para copiar arquivos para fora de um iPhone…mas o wi-fi desconecta toda hora.)

Apagar todas as minhas fotos foi uma baita fi@#$@#%^$gem. Penso seriamente em tirar o Mac OS X e instalar o Windows no MacBook. Se não conseguir recuperar as fotos perdidas o Mac OS X vai sumir deste MacBook tão rápido quanto meus arquivos que ele apagou. O indicador está ansioso para dar enter/return no root# fdisk.

jul 2011 19

Transitando pelo Eixão(via rodoviaria principal de Brasilia), após as 22hs, por diversas vezes ví pardais dispararem o flash sozinhos.

É possível ver o brilho do flash nas faixas do lado oposto. Em todas as ocasiões que ví, não havia qualquer movimento no momento, e os pardais disparam sozinhos. A primeira vez pensei se tratar de algum defeito do sistema, mas o fato se repetiu diversas vezes, o que me traz a este post.

Algumas hipoteses :

  1. Os pardais tem algum defeito, e alguma descarga ou interferência gera os pulsos. Estamos em periodo de seca, portanto uma descarga de eletricidade estática é possível, e muito comum em Brasilia.
  2. Os pardais são programados para dispararem sozinhos como verificação de que estão funcionando bem. Inteiramente possível, como metodo de diagnóstico automático.
  3. Os pardais são uma verdadeira roleta russa. (Esperamos, e acredito, que não.)

Espero que nos casos 1 e 2, ao haver algum carro inocente passando, as multas sejam desconsideradas. Prefiro acreditar que o nr. 3 é impossível.

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jul 2011 19

Existe alguma auditoria no sistema operacional dos pardais de trânsito? A dúvida foi-me enviada por um leitor do blog, que se pergunta se o sistema dos pardais tem algum controle externo de seu funcionamento ou se ele poderia, por exemplo, preencher uma multa com todos os dados e tirar uma foto de qualquer veículo que passe no momento.

Prefiro não acreditar que possa existir má fé nesse sentido nesses sistemas, mas a dúvida é válida. Caso você tenha algum conhecimento, toda opinião é bem-vinda aí no campo de comentários. Obrigado.

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