set 2011 14

O futuro de nossa experiência online, conforme planejado pelo Google, assemelha-se ao seguinte:

  • O usuário utiliza um sistema operacional direcionado(restrito?) à WWW, o Chrome OS. (Controle do software-cliente.)
  • O usuário acessa a Internet através da rede Wi-Fi ou 3G do Google. (Controle da camada “física” OSI.)
  • O usuário abre um aplicativo para consumir recursos via HTTP, vulgo o navegador. Chrome, é claro. (Controle da camada de aplicativo OSI.)
  • O usuário utiliza aplicativos “soberanos” hospedados remotamente. (Arquitetura de mainframe, com terminais burros.)
  • O usuário armazena seus arquivos em repositório central, acessíveis à partir de qualquer terminal conectado.(Idem, porém atualmente chamado de “cloud”.)
  • O usuário consome anúncios publicitários direcionados a ele, de acordo com os assuntos pesquisados, enviados ou recebidos por email.
  • Viajantes reservam hotéis e passagens aéreas através de sistemas Google. (Dominando o mercado de turismo, simplesmente o mais cobiçado online.)
  • Motoristas utilizam GPS ligado ao Google Maps para traçar rotas e chegar a destinos.
  • Satélites moveis permitem o consumo de todos os serviços acima através de dispositivos leves, pequenos e baratos – o telefone celular.(Android)
  • A identificação online seria efetuada através do Google+, que já exige nomes verdadeiros e verificação de identidade em alguns casos.
  • O pagamento de contas e despesas seria efetuado através do Google Checkout.
  • A interação social online dar-se-à também pelo Google+.

 

Nesta missão, o Google declara guerra, de uma só vez, à Microsoft, Apple, Yahoo!, Paypal, Nokia, Priceline, Expedia, Orbitz e, claro, o Facebook.

É uma visão um tanto quanto pretenciosa, principalmente quando a maior fonte de renda do Google é extremamente volátil. É muito difícil mudar de Windows para Linux, especialmente em ambientes de trabalho, onde usuários já conhecem de cor a interface Windows. No entanto, basta um clique para deixar de usar o sistema de buscas Google para utilizar o Bing.

A visão de negócios da Microsoft é muito mais conservadora e estável, a do Google extremamente arriscada e pretenciosa. Não formulo aqui um juízo de valor, não chego a afirmar que a visão da Microsoft seja melhor, definitivamente não acredito que seja. Afinal sempre fui um crítico dessa empresa e “defensor” do software livre. Porém, posição da Microsoft é indiscutivelmente mais sólida.

No entanto, a estratégia do Google, apesar de alavancar o software livre, e apesar da empresa ter sido um enorme colaborador para essa causa(Google Summer of Code e programas afins), parece-me igualmente contrária ao interesse da comunidade “livre” da WWW.

Software livre significa ser livre de amarras corporativas. Não existem amarras boas ou amarras ruins. O software livre busca combater toda e qualquer dependência em um padrão fechado, de propriedade de uma entidade apenas, seja essa entidade um governo ou corporação qualquer.

Software é conhecimento compilado na forma de código de máquinas.

O método de sintetizar de forma colaborativa o conhecimento humano, seja o kernel do Linux, a Wikipedia, os projetos da Fundação Apache ou da Free Software Foundation, seja qual for o projeto Open Source em questão, tem se mostrado extremamente eficiente. Podemos argumentar que o trabalho colaborativo aberto tem se mostrado mais eficiente que os metodos fechados em quase todos os setores onde o conhecimento coletivo é sintetizado e empregado em uma obra qualquer.

Hoje é difícil encontrar um projeto comercial de software de sucesso que não seja “livre”, ou que tenha “especificação aberta” que permita sua replicação por terceiros(Java, Adobe Flash, etc).

Não há dúvidas de que, na atualidade, o sistema de buscas Google está pelo menos 5 anos na frente do Bing, especialmente nas buscas em Português e outros idiomas de complicada estrutura semântica.

Porém, talvez o preço cobrado para usarmos esse sistema de busca superior tenha se tornando demasiadamente alto. A web já obedece piamente os comandos do Google: ninguém escreve uma linha que contrarie os termos especificados em seu “Padrão de Qualidade”. Você é livre para fazer qualquer página da WWW que quiser, porém o Google pode decidir não listá-la em seus resultados, e isso significa ser lançado ao lado escuro da WWW onde 65% do trafego de buscas jamais chegará.

Muito em breve, ninguém ouvirá o que você tem a dizer se o Google não “aprovar” o “padrão de qualidade de sua página”. Ainda não é assim, o Google ainda obedece, até certo ponto, sua missão inicial de “não fazer o mal”.

Ou seja, na WWW do Google você é livre, pero no mucho. Não é uma crítica específica ao Google. Qualquer empresa que atingisse esse nível de poder online provavelmente faria o mesmo, ou pior.

O futuro próximo promete bons capítulos, especialmente a guerra iminente entre Google, Facebook e Microsoft(incluo o Yahoo! na equipe desta última).

set 2011 15

Conforme falamos em outro post, o Google enfrenta diversas frentes de batalha, naquela que é, talvez, a maior e mais decisiva “guerra tecnológica” desde o histórico duelo entre Microsoft e Netscape.

De uma só vez, Google desafia a Oracle, Microsoft, Apple, Yahoo!, Paypal, Nokia, Priceline, Expedia, Orbitz, Twitter e, claro, o Facebook. E não desafia estas empresas em produtos secundários: com exceção da Oracle, o Google atacou cada um destes gigantes tecnológicos naquilo que fazem de melhor. Gostemos ou não do controle que o Google exerce sobre a WWW, aos 13 anos de idade já se tornou, sem sombra de dúvida, a empresa mais ousada do Vale do Silício desde a fundação da Microsoft em 1975.

Erro estratégico ou tática triunfante? Terá o Google força para lutar todas essas batalhas ao mesmo tempo? Vamos buscar a resposta a essa pergunta passeando pelas principais frentes de guerra abertas pela gigante da WWW. As probabilidades X x Y ao fim de cada trecho refletem minha opinião sobre a possibilidade do produto X derrotar por completo o produto Y, fazendo o mesmo desaparecer do mercado. As porcentagens não tem qualquer fundamentação científica.

Microsoft

Se o leitor perguntar para 10 executivos do Vale do Silicio, ouvirá de 7 deles que a conta bancária mais temida na região pertence à Microsoft. Famosa por manter fluxos de caixa astronômicos, a Microsoft foi a mais agressiva compradora de empresas da história do Vale. Diversos de seus produtos foram adquiridos de terceiros, e depois integrados ao Windows. Ninguém menos que o DOS, Fox Pro, Front Page, SQL Server(bifurcação do Sybase SQL Server), e vários outros compõem esse time.

Eis que, mesmo diante de um adversário que durante muito tempo era capaz de comprá-los em dinheiro, o Google não pensou duas vezes, e atacou o coração a Microsoft com uma aposta ousada: o “sistema operacional” do futuro será o navegador web. Tudo será feito via WWW, apostam os engenheiros de Mountain View.

A batalha entre sistemas de buscas é apenas secundária no plano mais abrangente: ao lançar o Chrome OS, o Google entrou rasgando ao mesmo tempo contra Apple e Microsoft.

Promovendo uma visão minimalista do computador pessoal, o Chrome OS surge como um sistema “magro”, desenhado apenas para levar o usuário à WWW, onde poderá então consumir serviços online oferecidos pelo Google como Documents, Gmail, Google+ e assim por diante. O processamento pesado e armazenamento ocorrem no servidor. O cliente deverá ter armazenamento e processamento suficientes apenas para tornar a navegação “agradável”.

Caso obtenham sucesso, farão o que nenhuma empresa conseguiu desde 1975: desbancar a Microsoft como Czar do Sistema Operacional para computadores pessoais. (E, no processo, derrotarão também a Apple.)

O Chrome OS foi apenas o último ataque do Google contra a Microsoft. Apesar de ainda estar atrás do Internet Explorer, o navegador Chrome já vem aparecendo nas estatísticas de uso tendo passado o Firefox em algumas regiões dos Estados Unidos.

Probabilidade de sucesso do Chrome OS x Windows: 10%
Probabilidade de sucesso do navegador Chrome x Internet Explorer: 70%

Apple

O Google não só atacou o sistema operacional Desktop da Apple como declarou guerra ao seu produto de maior sucesso, o iPhone. Ao lançar o Android e fazer parcerias importantes com HTC e Motorola, depois adquirindo a famosa unidade celular desta última, o Google armou-se com o hardware necessário para lançar seu Linux adaptado a dispositivos portáteis.

Probabilidade de sucesso do Android x iPhone: 50%
Probabilidade de sucesso do Chrome x Safari: 100%
Probabilidade de sucesso do Chrome OS x Mac OS X: 10%

Yahoo!

O Yahoo! foi um dos primeiros portais parceiros do Google na WWW.

O carro-chefe do Yahoo! era seu diretório editado por humanos, enquanto que o Google fornecia os resultados de buscas gerados por robôs, a chamada “busca orgânica”. Apesar das boas relações mantidas entre as duas empresas até Fevereiro de 2004, a disputa entre elas tornou-se mais contundentes quando, no dia 17 daquele mês, o Yahoo! deixou de renovar o contrato de buscas com o Google.

No entanto, o episódio mais inusitado entre os dois maiores portais da WWW ocorreu dois anos antes, em 2002. Após negociações, o Yahoo! deixou de comprar o Google por “míseros” U$ 3 bilhões. Manifestando sua frustração, o Yahoo! cancelou seu negócio de buscas com o Google no mesmo ano em que este foi lançado na Bolsa Nasdaq. A medida foi absolutamente inócua: logo nos primeiros negócios na bolsa o papel de simbolo “GOOG” obteve valorização de mercado de U$ 147 bilhões – entrando, da noite para o dia, para o rol das maiores corporações do mundo.

Há raros exemplos de maior miopia nos negócios do que a decisão do Yahoo! de não comprar o Google.

Um exemplo de magnitude ainda maior ocorreu no dia em que Gary Kildall, o pai do CP/M, sistema que deu origem ao DOS, deixou de conversar com os executivos da IBM, abrindo oportunidade para um tal de Bill Gates e a sua Micro-Soft fecharem o negócio mais lucrativo da história.

Kildall estava ocupado voando seu avião para fazer uma entrega de software a um cliente na cidade vizinha, enquanto executivos da Big Blue tentavam, em vão, negociar com sua esposa, Dorothy. Diante do fracasso das negociações com Kildall, Bill Gates oferece à IBM “um substituto compatível para o CP/M”. Este viria a ser o 86-DOS, que a IBM comercializou como Micro-Soft PC-DOS. O resto é história. Para completar a miséria de Kildall, o PC-DOS era uma cópia quase que perfeita do CP/M, o que rendeu à Microsoft a fama de usar o talento alheio para seu benefício financeiro.

Probabilidade de sucesso da busca Google x Yahoo: 100%*
Probabilidade de sucesso do portal Google x Yahoo: 80%

* A busca do Yahoo! já foi derrotada pelo Google, daí os 100% de certeza. Atualmente os resultados de busca do Yahoo! são provenientes do Microsoft Bing.

Paypal

Com o produto “Checkout”, o Paypal sofreu um ataque direto da Google: o rei das buscas agora oferecia pagamentos online.

Até o momento o Paypal mantém seu reinado no meio de pagamentos digitais, porém não podiamos deixar de notar a ousadia do Google ao abrir mais esta frente de batalha contra mais um lider consolidado. Detalhe: o Paypal é propriedade do eBay e detentor de um balanço financeiro invejável.

Probabilidade de sucesso do Google Checkout x Paypal: 30%

Oracle

Não diria que a relação entre Google e Oracle seja uma “guerra”, diferente das demais empresas listadas neste post. A disputa de patentes do Java no Android gerou uma situação de contingência entre as duas empresas, no entanto trata-se de uma disputa “normal” em termos de Vale do Silício. No vale-tudo tecnológico o processo movido pela Oracle contra o Google não passa de um mero contratempo.

Não há disputa estratégica entre Oracle e Google, ambas visam mercados completamente distintos(até a atualidade).

Probabilidade de um acordo entre Oracle x Google: 95%

Nokia

A gigante Finlandesa firmou-se, no início da década de 2000, como a fabricante de celulares mais querida do mundo. Seus telefones traziam, a preços justos, com designs atraentes, baterias que pareciam durar “para sempre” e um sistema operacional para celulares muito mais usável que o de qualquer concorrente. Sem falar na robustez de seus aparelhos. Lembro-me de ter esquecido meu primeiro Nokia digital encima do capô do carro. Ao vê-lo cair na rua a pelo menos 60 km/h, parei no acostamento e fui ao seu resgate, encontrando o mesmo todo arranhado porém 100% funcional.

Voltando ao sistema operacional: após usar o sistema de menus da Nokia(Nokia OS/ISA) era praticamente impossível retornar ao confuso sistema operacional dos telefones Motorola.

Os Nokias equipados com VM Java traziam agenda, despertador e capacidade para centenas de números armazenados, uma festa quando comparados aos anteriores. Sem falar no espetacular mercado de joguinhos para telefone escritos em Java(usando o padrão Sun MIDP). De repente, nas filas de bancos, na rua ou nos bancos de trás de automóveis, durante todo dia, era possível ver jovens e adultos com as duas mãos no telefone tentando bater o recorde anterior.

A primeira batalha entre Google e Nokia foi aquela entre o N900 e o Android. Até o momento o Google vem levando a melhor. Não fosse a parceria entre Microsoft e Nokia, daria 80% de probabilidade de vitória do Android x Nokia.

Probabilidade de sucesso do Android x Nokia: 65%

Priceline, Expedia, Orbitz

Foi anunciado ao fim de Julho o Google Hotel Finder. Só esta novidade já teria sido suficiente para causar um tremor de terra nos escritórios da Expedia, Travelnow, Orbitz e Priceline. Não fosse o bastante, Google anunciou ontem o lançamento do sistema de buscas por passagens aéreas.

O mercado de turismo é, talvez, o mais disputado online e o Google declarou guerra a ninguém menos que todos os maiores exércitos do ramo. Alguns(Expedia, outros) patrocinados por gigantes, como a Microsoft.

O mercado de turismo é extremamente complicado. Primeiramente, o Google não poderá tirar de sites como o Tripadvisor, por exemplo, as milhões de opiniões de hotéis e destinos turísticos – quesito esssencial para vencer neste mercado. Segundo, que a escolha de uma agência de viagens é algo muito pessoal e exige privacidade e, muitas vezes, sigilo pessoal. Viajantes de uma forma geral poderão demonstrar uma certa rejeição a viajar com a mesma empresa que lhe oferece email, que apresenta anúncios relacionados aos assuntos dos emails e daí por diante.

O Google vem sendo criticado, há tempos, quando o assunto é privacidade. O fiasco do Google Buzz, Wave e outros vem demonstrando que as pessoas tem dificuldade em abrir seus dados além de um certo ponto.

Probabilidade de sucesso do Google como agente de viagens: 5%

Facebook

O Orkut, criação de um funcionário do Google, deu à empresa a experiência que buscavam para ingressar no bilionário mercado de redes sociais(leia-se “mercado de coleta de dados pessoais”). Um verdadeiro Big Brother onde participantes expõem seus namoros, negócios, sua família e seu patrimônio para os mais perfeitos desconhecidos. As pessoas expõem no Facebook fatos, fotos e informações que talvez teriam pudor de revelar pessoalmente a certos membros de sua lista de amigos.

Não surpreendentemente, o Brasil foi o país em que o Orkut obteve o maior sucesso no mundo. Talvez o único país que justificou a existência do Orkut, este considerado um dos fracassos do Google no resto do mundo.

O Google buscou alavancar essa “experiência social” em produtos como o Buzz e Google Wave. O Wave surgiu em meio a uma enorme campanha publicitária, nada pretenciosamente como o “matador do email”. Meses após o circo midiático, o email seguiu hours concours como o meio de comunicação mais usado no mundo. E o Wave….o Wave foi só uma onda que passou(e uma bela música do Tom Jobim).

De volta à prancheta, o Google repensou sua estratégia social. Com a saída do presidente Erich Schmidt em 2011, e o retorno do fundador Larry Page, a empresa revelou seu novo foco: 100% redes sociais.

Meses depois foi anunciada a rede social Google Plus, sua mais nova arma na guerra contra o Facebook. Alavancando sua base de usuários Gmail, entre outros serviços, o Google vem buscando converter clientes de email e docs para sua rede social. Diversas políticas da empresa vem criando empecilhos para a expansão do Plus, sendo a principal delas a política de tolerância zero com pseudônimos e avatars. No Plus só é permitido usar seu nome real, qualquer outro pseudônimo, se descoberto, será banido da rede.

O motivo desta politica de tolerância zero parece ser a pretenção do Google de se tornar um fornecedor de identidades virtuais reconhecidas legalmente. Em tese, ao adquirir um Google ID, o cidadão poderá usá-lo para firmar contratos via Internet e realizar outros negócios usando meios totalmente digitais. Para isso é preciso ter tolerância zero com a falsidade ideológica à qual já nos acostumamos no mundo virtual.

Vale lembrar que no Brasil a tentativa de implementar a identificação digital obrigatória, a chamada “Lei Azeredo”, foi abatida com artilharia pesada: a opinião pública emitiu um sonoro não. A lei, de tão popular, foi carinhosamente batizada de AI5 Digital. Daí, a probabilidade de um Google ID vingar no Brasil, no futuro próximo, é praticamente zero. Já nos Estados Unidos a empresa mantém sua aposta nesta nova tecnologia.

Ou seja, o Google Plus chegou desafiando não apenas o Facebook como empresas certificadoras de identidade digital: será essa a próxima batalha?

Probabilidade de sucesso do Google x Facebook: 40%

Menção Honrosa: Twitter

Iniciamos esta discussão falando da solidez financeira da Microsoft. Agora é preciso falar da situação completamente oposta do Twitter.

Este surgiu como uma febre. Mensagens mínimas, “linhas do tempo”, “seguir @amigos”, #trendingtopics e ter muitos seguidores surgem como jargão “normal”. Tudo baseado em uma simples pergunta: o que você está fazendo agora? Antes do Twitter, o @arroba era usado após o destinatário@ das mensagens de emails, hoje é usado como prefixo. Nem percebemos mais, mas este inovador serviço mudou o signifado de @ e #!

O conceito de “micro blog” chegou arrasando, trazendo consigo atores, políticos, jovens, adultos e, da noite para o dia, o Twitter tornou-se um dos maiores sucessos da história da WWW. Durante a posse de Barack Obama, politicos e figurões dos Estados Unidos eram vistos “tuitando” entre os convidados de honra. Parlamentares Brasileiros “tuitam” e conversam com seus seguidores diariamente. Webmasters(este autor incluido) seguem os feeds do Google, Bing, Microsoft e outros lideres do setor para saber o que está se passando.

Acontece que, apesar de todo esse barulho, o Twitter continua sendo incapaz de monetizar sua imensa base de usuários. O que fazer com a informação de que Maria está indo para a praia, ou que João está vendo futebol? 99.9% dos “Tweets” são apenas “ruído”. Já se falou até em prever os movimentos da bolsa de valores usando o “barulho do Twitter”, porém ainda não surgiu um novo George Soros entre os usuários do serviço.

A “busca social” do Twitter tem rendido bons contratos B2B com Google e Bing, por exemplo. As gigantes de buscas pagam para ter acesso ao barulho social infinito gerado pelos milhões de “Tuiteiros”. Apesar de manter boas relações com Google e Bing, o Twitter vem se preocupando principalmente com o Facebook. Ou talvez o Facebook venha se preocupando com o Twitter, e imitando algumas funções no processo.

Com a chegada do Google Plus, e sua “linha do tempo”, o Twitter deverá repensar sua parceria com o Google. Talvez, quem sabe, o Google deveria comprar o Twitter enquanto ainda é uma empresa privada não lançada em bolsa, para evitar cometer o mesmo imperdoavel erro do Yahoo! em 2002.

Probabilidade de sucesso Google+ x Twitter: 40%

eBay na zona franca

Não podiamos deixar de mencionar um dos maiores portais do mundo: o eBay. Até o momento o lucrativo ramo dos leilões virtuais é um dos poucos nichos de mercado pelo qual o Google ainda não se interessou. eBay e Mercado Livre agradecem.

O sistema de pagamentos Google Checkout já configura uma ameaça ao eBay, proprietária do Paypal.

Curiosamente, as listagens do Mercado Livre obtém boas posições nos resultados de busca do Google. Seria interessante observar se, o Google iniciasse um serviço de leilões concorrente, se essas listagens permaneceriam onde estão.

Quantas guerras o Google vencerá?

É impossível dizer. Nos resta constatar que esta jovem empresa, ainda em sua adolescência, vem rompendo conceitos e desafiando todos os maiores jogadores em todas as áreas em que se envolveu. E é preciso frisar: o Google produz software com excelência. Em todos os nichos de mercado por onde passou, o Google fez diferença, trazendo inovações, rompendo com padrões pré-estabelecidos e causando admiração. Seu sucesso não foi uma sorte: o Google conquistou cada centímetro que hoje ocupa no mundo virtual.

Google canaliza a força da WWW

É preciso ressaltar que o sucesso do Google é reflexo do poder da WWW.

Desde cedo, o Google enxergou que dominar a WWW lhe daria combustivel para desafiar todos os maiores gigantes da tecnologia. É prova cabal da força da Web e de sua capacidade de continuar a revolucionar o mundo da tecnologia mais de 20 anos depois de sua criação. A WWW possibilitou a surgimento de gigantes como a Netscape, o eBay, e tornou possível projetos colaborativos com o a Wikipedia.

Não precisamos ficar só no mundo da tecnologia. A WWW viabilizou até mesmo as revoluções que temos visto no Oriente Médio em 2011. A força da WWW é tamanha, que hoje a confundimos com a própria Internet.

Nesta enorme briga entre Google contra todos os outros, sua única fonte de energia é o fato de serem detentores do melhor sistema de buscas e da melhor plataforma de publicidade via WWW.

Usando a Web como base inexpugnável, o Google enfrenta empresas que formam o alicerce do Vale do Silício. Algumas batalhas foram perdidas, mas o Google vem acertando mais que errando.

Os próximos episódios prometem. Não sei você, mas minha pipoca já está no fogo.

set 2011 19

IBM e 3M anunciaram um novo adesivo capaz de dissipar altas temperaturas e juntar, assim, diversos cores de CPU e até mesmo periféricos como memória ou placas Wi-fi em um mesmo bloco físico.

As possibilidades para esta tecnologia são inúmeras. A primeira, e provavelmente a que será mais explorada, é a possibilidade de juntar 8, 16, 32 CPU’s em um envólucro apenas. Conforme linguagens e sistemas operacionais aproveitarem melhor o processamento paralelo, a multiplicação da velocidade será mais e mais aproximadamente linear.

Hoje, ao acrescentarmos 10 processadores a uma máquina(fictícia) que possuía apenas 1 CPU, não obteremos ganhos de 10x na velocidade de processamento. Os motivos para esse fato são inúmeros, e representam um dos campos de maior procura para pesquisa e desenvolvimento por acadêmicos da área.

A meta é ir aprimorando a computação paralela de modo a possibilitar o ganho de velocidade proporcional à capacidade de processamento instalada, e o anúncio das duas corporações é um grande passo nessa direção, ao tornar possível embutir memória, CPU e outros periféricos em um envólucro apenas sem causar excesso de temperatura.

set 2011 19

Quem por ventura queira recriar a senha Twitter, e use o Gmail para receber tais mensagens, descubrirá que é impossível. A solução é usar a opção “Visualizar Mensagem Original” na caixa de opções avançadas acima e à direita na mensagem de email.

set 2011 23

Desde que foi lançado, tenho observado o número de “Plus” recebidos pelo painel do Webmaster Tools.

Lembro-me de ter ficado impressionado com a quantidade de webmasters que votavam no sistema a cada dia. De 30k saltou para 42k, para 68k e assim por diante: uma avalanche de votos. Eis que há alguns dias o número não passa de 120 mil. Estaremos nos aproximando do número total de usuários do WT? Ou é apenas uma pequena pausa?

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