abr 2012 16

A história da Computação comercial é extremamente curta e precoce. A própria Computação é uma ciência nova, com menos de 100 anos de vida.

Nos últimos 50 anos o mundo tecnológico deu saltos enormes. A capacidade de processamento de um computador atual de baixo custo é milhares de vezes superior ao do maior computador existente em 1970.

Este fenômeno, de enorme progresso em pequeno espaço de tempo, é comum nas áreas científicas que se encontram nos estágios iniciais de descobrimento.

A eletrônica surge com a válvula termiônica, primeiro dispositivo que permitia controlar o fluxo de corrente elétrica sem peças mecânicas. Lee de Forrest inventava assim o ramo da eletrônica ao fim do século XIX. Em pouco mais de 100 anos, um chip menor que uma moeda de 5 centavos possui centenas de milhões de válvulas elétricas funcionando a velocidades astronômicas.

E o que isso tudo tem a ver com responsive sites?

Bem, é que como ocorre em toda ciência que se encontra nos primórdios, a Computação é também vítima de aproveitadores do mercado. A cada dois anos parecem inventar novos termos mercadológicos para as coisas mais comuns que temos na computação, coisas triviais, óbvias. A obsolescência planejada, a necessidade do mercado de gerar hamburgueres para serem consumidos de imediato, força a aparição de idéias redundantes, repetidas e copiadas de poucos anos atrás.

Eu ainda não preciso trocar o meu primeiro iPhone. Funciona que é uma perfeição, mesmo tendo caído dentro de uma caixa d’agua há pouco tempo atrás. Mas o mercado já está me intimando a comprar o mais novo e espetacular iPad! Eu sequer tive o primeiro!

O que nos traz de volta ao assunto do post.

Pergunta: O que diabos é um “Responsive Site”?

Resposta: Um “Responsive site” é absolutamente nada.

É mais uma peça de bullshit mercadológico! Estão simplesmente dando nomes diferentes a coisas que existem desde 1970!

Basicamente, ou você tem um terminal burro ou um terminal inteligente. Assim eram chamados em 1970. Com a Internet, passamos a usar terminais relativamente burros: o navegador web por exemplo.

O Google decidiu que os terminais burros podem ser educados, transformando-os em terminais ricos e inteligentes. Surgiram assim aplicativos super interessantes como o Maps e o Gmail. Mas o Maps e o Gmail em nada se comparam aos softwares que exploram o potencial dos terminais inteligentes. Qualquer jogo tridimensional é um programa de computador um milhão de vezes mais complexo que o software do Gmail que roda em seu terminal. (O servidor do Gmail é, possivelmente, um sistema complexo. O terminal não é.)

O mesmo debate que existiu em 1975 quando surgia o fenômeno Bill Gates, existe hoje: o futuro está desktops poderosos(terminais inteligentes) ou desktops magros, com um servidor central(terminais burros)? O Google aposta nos terminais leves, no Chromium OS (um Linux direcionado à WWW). E a Microsoft aposta na sofisticação: terminais com alto poder de processamento.

A resposta ao que são “Responsive Sites” encaixa-se então nesse contexto: devemos programar o terminal, torná-lo inteligente? A pergunta que já vem sendo feita há 40 anos, parece ainda não ter resposta definitiva. A privacidade é um problema sério nos sistemas estilo Google. Ao usar sistemas do Google, sua privacidade é zero. Mesmo ao pagar por tais serviços, as proteções legais oferecidas são restritas pelo próprio conceito de “Cloud”: seus arquivos estão lá, de posse de quem administra a “nuvem”.

A velha máxima da segurança da computação vale aqui: quem possui acesso físico aos recursos, controla tais recursos. Quem tem, fisicamente, o disco rígido que armazena os dados da nuvem, tem controle dos dados contidos nesse disco. (Exceto quando são empregadas técnicas avançadas de criptografia, as quais o usuário final raramente emprega.)

Alguns exemplos de termos antigos sendo recauchutados por marqueteiros:

Virtualização: Todos os mainframes, “desde sempre”, tiveram tecnologia de virtualização. Sistemas como o VMS são especializados em virtualizar ambientes isolados, como se houvessem vários sistemas operacionais em um hardware apenas. De algum tempo para cá, o hardware para PC’s passou a contar com suporte físico à virtualização, e assim o termo tornou-se popular entre usuários caseiros.

Cloud Computing: É o processamento e armazenamento de dados centralizado. O debate de 1970 novamente: mainframes ou minicomputadores? Devemos gravar nossos arquivos em um super computador localizado remotamente, ou um disco rígido externo que podemos transportar conosco é mais adequado?

Responsive Sites: A WWW deve ser transformada em um meio de aplicativos inteligentes como Gmail e Maps? Ou isso deve ficar nas APIs nativas do Windows, Mac OS X e Linux? Aplicativos rodando dentro de navegadores podem chegar a competir com aplicativos nativos?

Padronização: Também um velho debate. Interesses comerciais sempre em guerra com padrões propostos. Inserir a novidade desenvolvida nos laboratórios, ou ficar esperando que a novidade se torne um padrão? O Google, buscando inserir capacidade avançada para 3D(WebGL) em seu navegador, e a Microsoft buscando aprimorar a capacidade 3D nativa(óbvia reação aos planos de terminais magros).

Como podem ver, não há nada novo nos conceitos de Cloud Computing, Responsive Sites, Virtualização e outros bullshitismos mercadológicos do momento.

A regra continua a mesma: faça um bom produto, um sistema rápido, limpo, usável, e ele será usado. Distrair-se com termos da moda é uma imensa perda de tempo.

mar 2012 13

Já notaram que a maioria das páginas Hispânicas mais populares não possuem www no endereço?

A explicação está na própria lingua Espanhola: a letra W é chamada “doble V”, ou V duplo. Depois do rato roer a roupa do rei de Roma, e do mafagafo desmafagafar uns mafagafinhos, tentem falar “doble V” três vezes rapidamente!

O mais simples, e comum, é usar a expressão “triple doble V”. Mas os webmasters Hispânicos com maior experiência em usabilidade já encontraram a solução definitiva: omitir o prefixo.

Fica aí, nossa cultura inútil do dia.

http://elpais.com/

El Clarin

Diversos:

jan 2012 26

Os perigos de se usar o tradutor automático em um site de opiniões de hotéis:

jan 2012 22

Talvez você já tenha buscado algo, e o Google sugeriu uma busca alternativa. Em alguns casos o Google efetua a busca alternativa automaticamente, ignorando até mesmo aspas e outras “dicas” que você dá ao motor de busca para informar exatamente o que procurava. Isso normalmente ocorre quando há poucos, ou nenhum, resultado e o sistema considera que houve um erro qualquer.

Pra quem não quer ser “ajudado” pelo Google, existe uma opção pouco conhecida à esquerda das buscas: a “busca ao pé da letra”, disponível sob o menu “Todos os resultados”.

Ao usar esta opção, o sistema que interpreta sua busca tomará os termos inseridos exatamente conforme digitados, sem sugerir outras grafias ou sinônimos.

A busca ao pé da letra pode ser útil para termos técnicos, siglas e semelhantes onde desejamos um termo exato, mesmo que só exista uma página no mundo à respeito desse termo.

dez 2011 03

Vagando pelo ciberespaço, encontrei um post interessante que fala da teoria de que o Chrome é o próprio GoogleBot, o robô do Google.

A pergunta que sempre me fiz é por que o Google investiu grandes somas de dinheiro para desenvolver o navegador Chrome, se o Firefox já era “100% Google” na busca padrão? A tese de que o Chrome foi baseado no código do GoogleBot, para o robô “enxergar” as páginas, ao invés de somente ler o texto nelas contido é, até o momento, a mais plausível resposta para essa pergunta.

Lei mais: Link original em Inglês.
Link em Português, cortesia Bing Translate

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