jan 2012 26

Os perigos de se usar o tradutor automático em um site de opiniões de hotéis:

jan 2012 22

Talvez você já tenha buscado algo, e o Google sugeriu uma busca alternativa. Em alguns casos o Google efetua a busca alternativa automaticamente, ignorando até mesmo aspas e outras “dicas” que você dá ao motor de busca para informar exatamente o que procurava. Isso normalmente ocorre quando há poucos, ou nenhum, resultado e o sistema considera que houve um erro qualquer.

Pra quem não quer ser “ajudado” pelo Google, existe uma opção pouco conhecida à esquerda das buscas: a “busca ao pé da letra”, disponível sob o menu “Todos os resultados”.

Ao usar esta opção, o sistema que interpreta sua busca tomará os termos inseridos exatamente conforme digitados, sem sugerir outras grafias ou sinônimos.

A busca ao pé da letra pode ser útil para termos técnicos, siglas e semelhantes onde desejamos um termo exato, mesmo que só exista uma página no mundo à respeito desse termo.

dez 2011 03

Vagando pelo ciberespaço, encontrei um post interessante que fala da teoria de que o Chrome é o próprio GoogleBot, o robô do Google.

A pergunta que sempre me fiz é por que o Google investiu grandes somas de dinheiro para desenvolver o navegador Chrome, se o Firefox já era “100% Google” na busca padrão? A tese de que o Chrome foi baseado no código do GoogleBot, para o robô “enxergar” as páginas, ao invés de somente ler o texto nelas contido é, até o momento, a mais plausível resposta para essa pergunta.

Lei mais: Link original em Inglês.
Link em Português, cortesia Bing Translate

nov 2011 07

Existem diversos motivos. O primeiro deles é o fato do ser humano perceber facilmente que há um predador à sua espreita. Somos a espécie animal mais adaptada à sobrevivência, e faz parte de nossa natureza enxergar uma ameaça. O Google já mostrou que veio para dominar a WWW, e isso não agrada a quem vive da WWW.

Segundo, que o Google busca mais e mais manter o visitante em suas páginas, ao invés de enviá-lo ao local onde obteve a informação.

Em um documento recente que vazou na WWW, o “Guia de Qualidade Google” que os seus revisores humanos utilizam para classificar os sites, o sistema de buscas cita explicitamente “sites de hotéis” como sendo alvo de punições. Se o site ganhar dinheiro com hotéis de qualquer maneira, será punido, independente se for útil ou não para o usuário. Não sou eu que faço essa afirmação, está escrito exatamente dessa forma no documento interno do Google:

Note: Major cosmopolitan cities are preferred targets for spammers, especially hotel affiliates. Such results should be flagged as Spam, even if they are related to the query and helpful to users. For example, a hotel affiliate page with a list of Chicago hotels may be assigned a rating Relevant, but also receive a Spam flag.

Traduzindo o trecho grifado: Resultados desse tipo devem ser marcados como spam, mesmo que sejam relacionados à busca e úteis aos usuários. (Não surpreende em nada que o Google tenha acabado de lançar seu sistema de busca de hotéis, não acham?)

Vamos analisar um resultado de buscas por hotéis(clique para aumentar). Para este exemplo, busquei por hotéis em Brasilia.

Minha resolução de tela atual é de 1680×1050. Em meu monitor, vejo mais de 50% da tela de anúncios. A parte beige acima dos resultados são anúncios pagos Adwords, e a coluna ao lado direito, em verde, idem. O sombreamento verde e vinho foram feitos por mim, o beige é original do Google.

Sobra, para o webmaster que criou o conteúdo que responde à pergunta do navegante, apenas metade do espaço. Frisando que a resposta não é fornecida pelo Google, e sim pelo webmaster que criou o conteúdo.

Nos outros 50% o Google preferiu listar 5 hotéis, escolhidos a seu critério. Brasilia tem centenas de hotéis, o Google listou 5. Se você rolar a tela para baixo, verá finalmente os sites que deram o conteúdo da resposta ao Google. Sem eles, o Google seria apenas anúncios… Esses sites estão “invisíveis” na minha resolução de tela, conforme o leitor pode ver capturada acima.

Este é apenas um exemplo dos motivos pelos quais o Google se tornou competidor dos webmasters, ao invés de um parceiro como antigamente. Muitos webmasters já haviam enxergado esse perigo, e ele finalmente se concretizou: hoje qualquer página que ganhe dinheiro na WWW está em competição direta com o Google. Uma competição injusta e completamente desproporcional, pois eles tem o poder de desaparecer com este blog, por exemplo, sem prestar qualquer esclarecimento sobre sua decisão.

out 2011 19

A especialista em SEO, Miranda Miller, publicou um interessante artigo sobre a cartilha seguida pelo departamento de controle de qualidade do Google.

Basicamente, o funcionário segue uma cartilha para julgar a qualidade do site. Os quesitos são bem “elaborados”, não se trata apenas de julgar o visual e as primeiras impressões, mas a experiência de navegação como um todo.

Ao fim dos anos 1990 a força dos sistemas de buscas veio da automatização do processo de descoberta e seleção de conteúdo. Ao fim da primeira década de 2000, ao que tudo indica, estamos vendo um retorno à humanização da busca.

São, afinal de contas, pessoas como eu e você que vão decidir diversos quesitos de posicionamento de sites nos resultados.

Infelizmente, o documento original contendo as diretrizes para avaliação manual foi removido pelo Google, e sua reprodução é proibida. Porém, Miranda Miller fez um ótimo trabalho ao salvar trechos e comentá-los. O artigo está em Inglês, mas se você estiver envolvido com a WWW vale um estudo.

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