PatuBatê : música que nasce da sucata
Há muitos anos fúi assistir a um show no Teatro Garagem em Brasília. Era de uma banda inovadora que produzía música com sucata, bolas de basquete, baldes cheios de arrebites pendurados e muita tralha encontrada em desmontes, lixões e oficinas. Nas mãos erradas sairía apenas uma cacofonia. Porém, é com simplicidade e muita criatividade que a banda de percussão Patubatê cria música à partir de qualquer objeto a seu alcance, e música da boa.

Depois daquele show lotado, no pequeno teatro abarrotado de gente, há uns 6 ou 7 atrás, tive a alegria e o privilégio de assistir o rápido progresso da banda. Era, então, chamada “Percussão?”. Da batucada do Percussão? surgiu o Som Catadao, e do Som Catado, desmembrado em 2008, nasceu o Patubatê.

Os músicos Fred Magalhães, Fernando Mazoni e Célio Maciel levaram a banda que começou tocando de graça, pelas ruas de Brasília, na Escola de Música de Brasília, em pequenos teatros, clubes e recepções de empresas, a alçar vôos mais altos. Não tardou, a criatividade do grupo lotou o Teatro Nacional de Brasília em 2002, durante 3 dias seguidos. Surgiram os convites para São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro, e o circuito Nacional foi se tornando a casa do PatuBatê.
Da simpática entrevista no Programa do Jô aos palcos do Rock in Rio Lisboa e Madrí no mês passado, a banda PatuBatê mostrou que o nosso batuque ainda é o melhor do mundo.
Apesar de terem dividido palcos com gigantes da música, fenômenos pop e até mesmo com a Realeza da Espanha, o PatuBatê continua autêntico, Brasileiro e Brasiliense como sempre. Deixo aí a dica pra quem gosta de música, teatro e muito batuque de primeira.
Confiram o trabalho do PatuBatê no site oficial da banda PatuBate.com.
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