Um dia desses abrí uma estação de solda da Weller, algo que custa em torno de R$ 600,00 por aí. E outra estação de solda para vitral. O que tem dentro? Algumas tem um transformador para rebaixar a tensão do ferro, no caso de ferros para eletrônica que funcionam com 24 V(evita danificar os componentes com alta tensão) ou, no caso de vitral, 220V com um dimmer de controle. Sim, um dimmer! Como esses que diminuem a intensidade da luz no quarto!
Foi então que decidi aplicar a idéia num controle de tensão para ferro de solda. Assim como a lâmpada, é uma carga resistiva, não exige uma senóide perfeita ou “limpeza” na alimentação, então o dimmer à base de Diac/Triac funciona perfeitamente.
Aviso: se não souber o que está fazendo, não faça. Projetos que lidam com tensão de 220V direto da parede podem causar ferimentos graves ou acidentes piores, não construa esta trapizonga se não tive experiência com este tipo de coisa, ok?

Lista de Peças
Caixa de Embutir R$ 2,25
Placa para encaixar componentes R$ 2.40
Chave liga/desliga R$ 6.50
Dimmer de encaixe em espelho R$ 23.50
Tomada “fêmea” de embutir no espelho R$ 3.00
3(ou mais) metros de cabo duplo de 2.5mm flexivel R$ 1.20
Tomada “macho” p/ alimentação R$ 2.20
Espelho de acabamento R$ 2.50
Preço total aproximado: R$ 43.50
O dimmer que usaremos é deste tipo de 500Watts, 220V, suficiente para a maioria dos ferros de solda e outros eletrodomésticos diversos.

Encaixe os 3 componentes no espelho

Atrás do espelho temos agora uma tomada, um dimmer e uma chave de liga/desliga. Iremos passar um condutor direto para a tomada. O outro vamos interromper na chave liga/desliga, depois o passaremos em série pelo dimmer, e ligaremos a saída do dimmer no outro polo da tomada. Assim o dimmer passará a controlar a tomada. A chave é incluida por praticidade e segurança. Para desligar o dimmer é preciso girá-lo para a esquerda toda a volta e forçar o clique. Isso pode levar tempo, em especial se estiver usando este controle de tensão para testar algum aparelho defeituoso e precise desligar emergencialmente. Então incluimos a chave para ter fácil interrupção.

Passamos o fio de alimentação por dentro de um dos orifícios da caixa de embutir. Escolhí a cor vermelha para a caixa ficar bem visível na bancada ou na oficina.

Cortaremos uma perna do fio de alimentação mais curta, para ficar bem arrumado dentro da caixa.

Estanhamos as terminações do fio de alimentação para o parafuso dos terminais apertar um bloco sólido e não fios soltos do cabo. É possível usar um terminal tipo “ilhos” também e crimpá-lo aqui, tanto faz, a solda evita também a oxidação.

Agora só falta ligar os fios do dimmer. Uma extremidade vai em série com a chave interruptora e a saída do dimmer vai em série com o outro polo da tomada.

Montagem da parte elétrica terminada!

Damos um nó no fio para usar de batente para um tropeço no fio não arrancar a parte interna toda! Dar nó em fios é raramente aconselhável, causa desgaste(tecnicamente chamado de “stress de cabeamento”) e pode quebrar condutores por dentro do cabo. Estamos apenas sendo práticos, é nosso “jeitinho” funcionando mais uma vez aqui…um anel de borracha como batente ou lacre de puxar grosso ficaria muito melhor.

Montagem terminada!

Visto de frente

Eis o nosso variac de pobre terminado. Façam como eu falo, não como eu faço! Use tomada de 3 pinos, com terra adequado. Sua segurança merece. Este dimmer será apenas usado em bancada de testes, para qualquer coisa de uso doméstico deve ser incluido um terra.

Medindo a tensão com a chave desligada, e com a chave ligada. O dimmer só apresenta queda de tensão com a carga conectada, senão medirá sempre 220V. Não brinque com o aparelho com a força ligada, aqui um descuido pode ser fatal, principalmente em 220V. Se desejar medir a tensão, desligue tudo, conecte o multímetro, e ligue sem mexer nos terminais com ele ligado.

Medindo a tensão com a chave ligada

Utilidades:
- controle de temperatura para ferro de solda
- utilizei um desses muito tempo para testar amplificadores valvulados na bancada. Não é recomendável ligar a onda clipada do Triac em carga indutiva, mas nunca tive qualquer problema. Não use no seu amplificador se tiver dúvidas! O controle de tensão pode danificar seu amp.
- reduzir tensão de qualquer aparelho elétrico de carga resistiva(ferro de passar, ferro de solda, aquecedor, etc). Lembre-se do limite do dimmer de 500 watts máximos
Aviso: este projeto não utiliza fio terra, não é recomendado usar qualquer aparato elétrico sem fio terra. Caso crie este projeto em casa, faça-o com fio de 3 condutores, e aterre tudo!
Aviso 2: nem preciso avisar dos riscos de trabalhar com eletricidade, não é verdade?! Se não souber o que faz, leve isto para alguém montar para você.
Gostaria de pedir ajuda aos leitores para identificar ou tentar descobrir a idade aproximada desta peça e sua provável função original. Alguém tem idéia da origem deste motor/dinamo/gerador? Poderia ser parte de algum carro Alemão do século passado?
A plaqueta de identificação diz
CLIMAX
Bachrich & Co
Hamburg Wien
Busquei diversas combinações desses nomes com nomes de peças(“bachrich dynamo”, “bachrich company”, “bachrich germany” e coisa do tipo) na WWW e não encontrei maiores informações. Quem olhar no mapa verá que Hamburgo e Viena estão bem longe uma da outra(“longe” para padrões Europeus), e a tal fabricante Bachrich & Co. não consta em lugar algum.
Esta peça estava em nossa oficina, empoeirada e abandonada num canto. Ficou como herança de um tio-avô há mais ou menos 40 anos. O que sabemos sobre ela é que era usada como gerador, ligado a um “papa-vento”, e acendia uma lâmpada de trabalho, provavelmente ligada a uma bateria carregada por este dispositivo.
Chamou a nossa atenção há algumas semanas, a limpamos, montamos nessa base de jacarandá. Fizemos alguns testes e medições, depois a levamos para o Wagner da Izzy Chili dar uma olhada. Tudo indica que é um gerador de DC pulsado, o nucleo é sólido, as bobinas são de baixa tensão e baixa indutância. Quando ligadas a 6 ou 12 V as bobinas esquentavam levemente, mas trabalhou durante alguns minutos sem danos. Quando aplicamos algo em torno de 2500 RPM, gerou cerca de 12V.
A fiação do rotor é de mais ou menos 1mm. As peças externas, conectadas ao núcleo, são isolantes magnéticos e condutores elétricos.
Gostaríamos de saber a provavel origem desta peça, se o leitor souber estimar a data ou função original dela por favor deixe no campo de comentários!












Há algum tempo procurei maiores informações sobre o processo de cromagem e niquelagem. A Wikipédia possui alguns artigos que ajudaram a esclarecer como funciona o processo. No entanto foram alguns vídeos do YouTube que me animaram a arriscar este experimento.
Em tese, ligando o metal que desejamos transferir no ânodo(polo positivo) de uma bateria e o material que desejamos galvanizar no cátodo(negativo) e submergirmos ambos num líquido ionizado, teremos a transferência de uma camada de um metal para o outro. Abaixo incluo fotos do resultado da tentativa de cromagem de uma barra de cobre normalmente utilizada como barra de equalização de terra em caixas de disjuntores.
Estava preparando um tutorial sobre o assunto, cheguei a escrever umas 3 páginas aqui para o blog…quando lí o texto novamente percebí que havia inserido “Cuidado” ou “Avisos” por toda parte.
Há diversos perigos pelos quais decidí publicar apenas as fotos e não o tutorial detalhado:
1) Eletricidade e líquidos condutivos misturados são sempre um perigo
2) Os gases emitidos no processo podem ser perigosos ou, no mínimo, te dar uma baita enxaqueca e intoxicação
3) O óxido de nickel é altamente tóxico, o chumbo também
4) É preciso jogar fora o composto de forma responsável com o meio ambiente
Quem se interessar pelo processo certamente tem o conhecimento para buscar informações e técnicas de segurança necessárias para experimentar com a galvanização caseira.
Fotos
Barra de cobre original para o experimento. Esta barra sobrou de uma instalação elétrica, ela normalmente vai dentro da caixa de disjuntores, interligando todos os fios neutros ou o terra.


Precisamos retirar o cromo ou níquel de algum lugar. Neste caso encontrei este puxador cromado. É possível encontrar peças cromadas em diversos lugares, como já pode imaginar, mas é preciso tomar cuidado porque todo metal exposto no ânodo será transferido para o cátodo. Então se a peça cromada tiver outro metal exposto, os dois serão transferidos. Neste experimento parece ter ocorrido isso, pois o resultado final parece mais um aço inox que cromo puro.

Fiz o processo eletroquímico numa gaveta de geladeira antiga.

O cátodo parece “ferver” durante a cromagem. É a liberação de gás hidrogênio e, possivelmente, hidróxido-de-alguma-coisa…não me pergunte a parte química disso, aprendí apenas o básico. Lembre-se apenas que, dependendo do ácido utilizado e do óxido da mistura, gases extremamente perigosos podem ser produzidos. Com ácidos caseiros(vinagre/limão) você provavelmente estará seguro. O Nickel também é tóxico…enfim, é um processo que requer cuidados especiais.

Após retirar a barra do banho, lavamos com água e passamos uma palha de aço fina, como o Bom-Bril. Este é o resultado final.

Algumas tentativas anteriores falharam. Diversas variáveis interferem no processo.


Aparentemente houve a transferência de ferro, juntamente com o cromo, pois a aparência final é semelhante ao aço inox.

Segundo a BBC, está tudo pronto para ligar o LHC de novo. Os imãs gigantescos estão sendo resfriados a quase zero absoluto, um passo necessário para iniciar os testes com segmentos do acelerador, ainda em Novembro de 2009.
O plano era ligar o LHC com potência total ainda em Dezembro mas os cientistas preferiram garantir que a humanidade completasse 2010 anos depois de Cristo antes de ligar a trapizonga.
Brincadeira, não precisam ter medo.
É apenas um experimento coordenado por físicos perfeitamente normais e que emprega uma área da Física sobre a qual nem o Einstein ou o Planck conseguiram chegar a um acordo. Para sua tranquilidade, o LHC tentará descobrir partículas que nunca antes estudamos, cujas reações entre sí desconhecemos e cujas temperaturas e níveis de energia se aproximam daqueles no espaço sideral.
Para uma espécie que não consegue prever erros com os anéis da Challenger, não controla totalmente os cilindros de grafite de Chernobyl, a mesma espécie que murmurou “Houston we’ve had a problem” este é um experimento perfeitamente seguro.
Sem mencionar que a alguns quilômetros dalí a Russia mantém ligada uma máquina do apocalipse.
Tenham todos uma ótima noite.
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