Algoritmo Criptográfico
O algoritmo criptográfico é um procedimento computacional, finito, e inequivocamente especificado, que processa os dados de entrada, produzindo uma saída que, em tese, é legível apenas pelo detentor de um dado qualquer(o segredo).
Sistema Criptográfico
O sistema criptográfico formaliza todos os protocolos para uso de um, ou mais, algoritmos criptográficos.
Explico: o sistema criptográfico compreende um, ou mais, algoritmos, a logística e o treinamento de quem usa. De que adianta uma chave de 2048 bits se o usuário gravar a senha no pendrive e sair por aí sujeito a um assalto?
Um bom sistema criptográfico utiliza senhas de um uso apenas, impede que apenas um usuário abra o segredo sozinho e obriga a mudança de senha periodicamente.
Por que este post?
Bem, muita gente confunde o PGP e o RSA como sendo algoritmos criptográficos. Não são. São sistemas criptográficos completos.
É claro que, para obeter um conjunto de chave privada, chave pública, chave simétrica da chave privada e mensagem encriptada, o sistema RSA segue um algoritmo(patenteado e caríssimo, diga-se de passagem). Porém esse algoritmo não é o algoritmo criptográfico propriamente dito.
RSA, PGP e o GPG são sistemas criptográficos que utilizam diversos algoritmos.
Leia mais:
Página pessoal do Bruce Schneier, criador do algoritmo Blowfish e autor de vários livros de criptografia
Descrição Wikipédia do Sistema RSA
Descrição (resumo apenas)Wikipédia do Sistema PGP
Descrição Wikipédia do Algoritmo Blowfish
Descrição Wikipédia do Algoritmo DES
O software TrueCrypt, utilizado na criptografia dos discos rígidos do banqueiro Daniel Dantas, mostrou-se eficaz na proteção de segredos que, supostamente, poderiam comprometer altas autoridades e figurões da República.
A notícia é destaque em aglomeradores de notícias internacionais, como o Reddit.
Foi descoberta, nesta manhã, uma vulnerabilidade no YouTube que permite a qualquer usuário injetar HTML, incluindo scripts, nos comentários de filmes.
A falha permite a execução de scripts no cliente, alterar qualquer aspecto da página, por exemplo tornar todos os outros comentários invisíveis. Apesar dos dados no servidor permanecerem intactos, usuários desavisados podem ter a impressão que o sistema YouTube inteiro foi comprometido.
Até o presente momento não havia sido dada uma solução para o problema.
O termo em Inglês refere-se a um programa que explora alguma falha de segurança ainda não divulgada ao fabricante do software alvo. Segundo a Wikipedia, o termo tem origem no fato da falha poder ser explorada no ‘dia zero’ de sua descoberta – o próprio nome é bastante intuitivo quanto a isso.
(Lembrando que, na ciência da computação, é comum o inicio da contagem de indices e listas à partir do zero, ao invés do número um.)
Existe uma discussão ética em torno de divulgar, ou não, vulnerabilidades antes de notificar o fabricante do software ou equipamento alvo. A argumentação contra a divulgação centra-se no fato de usuários inocentes terem seus sistemas comprometidos por vândalos, não atingindo o fabricante do sistema defeituoso. A argumentação à favor tem como base manter pressão nos fabricantes para priorizarem testes, garantindo a privacidade dos clientes e sua segurança acima da lucratividade ou prazos curtos pra lançamento de novas versões.
Citando um exemplo atual, pesquisadores anunciaram que passarão a divulgar exploits ‘zero day’ como retaliação contra a Microsoft, pela forma como teria sido tratado um pesquisador do Google que divulgou uma falha no sistema operacional Windows.