Microsoft e Nokia anunciaram que vão unir forças no mercado móvel. Para um programador Linux como eu, a notícia não poderia ser pior. Ainda tinha planos de comprar um N900, já que o iPhone e o Android ambos me deixariam preso a uma grande empresa em particular.
Acontece que, pensando estritamente na estratégia da Microsoft, trata-se de um grande negócio.
Nos anos 1980 a Apple fabricou o que era, indiscutivelmente, o melhor PC do mundo. Perfeito, integrado, não dava pane, tinha mouse e interface gráfica, permitia a edição de um livro em sua casa fato que deu origem à revolução do “desktop publishing”. No entanto, a Microsoft uniu-se à IBM e, vendendo hardware barato e aberto a todos para copiarem, escreveram a história do PC quase sozinhos. A Apple quase não sobreviveu ao erro de fechar sua plataforma, e por pouco não foram morar junto com o Betamax.
A união da Microsoft com a Nokia pode ser decisiva no jogo da telefonia móvel. Enquanto Apple e Google achavam ter aniquilado a Microsoft com seus super-sofisticados e caríssimos smart-phones, a Nokia e a Microsoft tem a oportunidade de vender aparelhos baratos, acessíveis, em enorme escala, e repetir o feito da união entre IBM e MSFT de 30 anos atrás.
Será que a história se repete?