jan 2011 23

Ricardo Noblat publicou, hoje, um raro editorial sobre Internet.

Diz ele:

De fato, se existe algo incompatível com qualquer tipo de cerceamento é a rede de computadores, a ser preservada de todo tipo de repressão ao direito universal à livre expressão — o que não pode ser entendido como garantia de impunidade. A internet, como a imprensa, precisa ser um espaço livre a opiniões e informações, respeitados os limites legais e éticos.

Ela não “precisa ser” um espaço livre, ela já é.

Esse “precisa ser” é justamente o argumento falho, o princípio falso, que vem sendo usado como justificativa para as diversas tentativas de regulamentação Estatal da Internet!

As pessoas precisam começar a enxergar a Internet como um meio de comunicação pessoal que já está sujeito à Constituição Federal, e que não precisa de mais regulamentação! Projetos como o Marco Civil da Internet tem o único propósito de inserir o Estado entre você e sua comunicação com outras pessoas via Internet.

Fica evidente que, diante da “anarquia” reinante na rede mundial de computadores, cada vez mais ganha importância a credibilidade de quem veicula a informação, para que ela possa ser aceita. Comentário do professor: “É tão irônico como ver gurus da internet falando sobre o poder de blogs e rede sociais usando livros…”

Interessante citação do prof. Evgeny Morozov. Sobre a última parte, na verdade, os livros ainda são mais baratos, práticos e acessíveis que os iPads e Kindle’s. Portanto, sua afirmação é apenas parcialmente correta, não é inteiramente irônico que os livros ainda sejam usados para divulgar recursos online.

O que você acha?