set 2006 07

Esta reportagem da CNN informa que o sequestrador de Natascha Kampusch utilizava um Commodore 64 para todas suas necessidades de informática.

Computador antigo Commodore 64

Os investigadores afirmaram que o fato de ser uma “antiguidade” em termos de computacão dificultará a investigacão, pois será difícil “transferir informacão do C64 para computadores mais modernos sem perda de dados”. Creio que o que eles querem dizer com isso é que a mídia magnética onde devem estar os escritos e dados do sequestrador provavelmente é velha demais já que o C64 não tinha qualquer forma de armazenamento que não fossem fitas cassete comuns ou floppies de 5.25 polegadas. De qualquer forma não faz sentido, pois se ele estava utilizando esses disquetes ativamente, então provavelmente eles estão em boa condicão.

Tudo nessa história é triste e bizarro. O Commodore 64 trouxe memórias de bons tempos de 1985(3 anos após seu lancamento mundial) ao fim dos anos 80. O Commodore me lembrou Jean Michel Jarre, lembrou Mikhail Gorbachev na TV negociando com Reagan, lembrou o Atari 2600 e as incontáveis horas com amigos cercando a velha TV Zenith…. É estranho vê-lo hoje ligado a um crime como esse.

Alguns amigos de infância tinham o C64, era uma grande novidade e muito mais moderno que os outros computadores pessoais da época. Com 64 KBytes de memória era possível escrever programas “complexos” e a comunidade de hobbyistas se entusiasmou com essa possibilidade. Milhares de programas existiam para o Commodore. Ele era vendido nas prateleiras de grandes lojas, e e era ligável direto na TV como outros videogames da época. Parte de sua popularidade vinha desse fato. O preco de cerca de U$ 600 dólares era “acessível” na época em que computadores pessoais custavam entre 3000 e 5000 dólares. (E pensar que hoje um Xbox 360, que possui uns milhares de C64 em poder de computacão, custa metade disso nos EUA.)

Nessa época a Intel lancava o processador 80386 e à partir daí a história do PC tería uma outra direcão. O C64 estava fadado a ir para o museu dos computadores, e a parceria Intel/Microsoft tería então seu espetacular crescimento.

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