“Operação Lava-Jato revela truques tecnológicos usados em esquema de corrupção”

Reportagem do Tecnoblog revela truques tecnológicos usados na corrupção.

Chebar se comunicava com “Juca” pelo MSN, mas não usando o cliente oficial da Microsoft, e sim uma alternativa chamada Pidgin. O motivo: dessa forma, era possível criptografar as mensagens.

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O controle de pagamentos e recebimentos era feito por meio de planilhas de Excel, que eram sempre armazenadas em um pendrive criptografado com o Steganos Safe. Este programa protege seus arquivos com senha, e também permite criar uma partição escondida. Após o uso, os pendrives eram destruídos.

Como sempre o elo mais fraco da segurança de sistemas é o ser humano. Todas as contramedidas tecnológicas adotadas pelos suspeitos foram inutilizadas pela delação de um participante do esquema. A obra definitiva sobre o assunto foi escrita pelo hacker Kevin Mitnick em “A Arte de Enganar” (The Art of Deception), onde mostra que os sistemas mais seguros do mundo normalmente quebram no elo humano.

Vimos incontáveis exemplos disso em tempos recentes. Snowden revelou ao mundo segredos da NSA, mostrando o quanto um agente é capaz de divulgar sobre uma organização tão secreta que até poucos anos nem era admitida sua existência (NSA). O Wikileaks também é baseado em “delações”, ou vazamentos de quem está dentro das organizações, tornando inócuas todas as medidas de segurança interna.

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