Criptomoedas

Criptomoedas podem restaurar a credibilidade que o mercado financeiro perdeu em 2008

Hoje o mundo é movido a dívidas soberanas e corporativas. A dívida global já passa dos 250 trilhões de U$ – e essa dívida jamais será quitada. Será trocada por outras dívidas, de maior ou menor prazo, conforme as circunstâncias.

O sistema financeiro moderno calcula riscos por meio de dados estatísticos, como inflação, produção industrial, taxa de desemprego e assim por diante. Enquanto a inflação estiver sob controle, e os demais parâmetros dentro de faixas aceitáveis, os bancos centrais podem continuar emitindo moeda.

Essa doutrina ganhou ainda mais força depois da crise de 2008, com diversos programas de estímulo estatal para a economia. Mas a estratégia parece estar atingindo o limite.

A China continua estimulando a economia, porém o mercado exige cada vez mais estímulo (crédito) para crescer. É como um vício que exige cada vez mais do viciado.

E, finalmente, em 2019 a desaceleração começou a preocupar os bancos centrais.  A China cresceu pouco em 2018, apesar de centenas de bilhões de dólares em estímulos estatais. Japão e Comunidade Européia também anunciaram desaceleração.

Trump parece preocupado em “bombar” bolsa de valores, mas os EUA também não estão reagindo mais aos trilhões injetados na economia por meio do QE.

Criptomoedas Controlam a Emissão de Moeda

Nesse contexto as criptomoedas surgem como alternativa. É impossível emitir mais Bitcoins do que o permitido pelo algoritmo. A lei que rege as criptomoedas, e toda a política monetária associada, está codificada em linguagem de computador. É imutável e impossível de ser modificada por interesses políticos. É um contrato codificado em linguagem de computador.

Em suma, as criptomoedas reestabelecem a sanidade no sistema financeiro.

Não é correto permitir que moeda seja emitida livremente, só com base em inflação e outras estatísticas. O que está havendo é uma distorção completa dos mercados.

As bolsas de valores atingem níveis surreais de valorização, os múltiplos das empresas estão nas nuvens, e a concentração de renda fica cada vez pior pois o capital se acumula naturalmente nas entidades que controlam a emissão de moeda: Estados soberanos e bancos.

A economia popular, o arroz com feijão, as microempresas e a classe média em geral não cresceram sequer uma fração da valorização das bolsas de valores mundiais. A emissão de moeda pelos bancos centrais está bombando os mercados financeiros, porém sem lastro real naquilo que realmente influencia a vida de 7 bilhões de pessoas.

Criptomoedas reduzem a dependência social no sistema bancário, pois qualquer cidadão pode armazenar suas próprias riquezas em qualquer lugar. E também retiram do Estado o monopólio da emissão de moeda corrente.

Em uma economia baseada no Bitcoin, o Banco Central teria a função de armazenar reservas de Bitcoins para corrigir eventuais distorções. Porém o BACEN não poderia mais emitir moeda, já que a taxa de inflação monetária do Bitcoin é programada no algoritmo cujo código-fonte é aberto ao mundo todo. É impossível de fraudar esse algoritmo sem que todos tomem conhecimento da fraude.

Em suma, criptomoedas parecem resolver o problema que o sistema financeiro tradicional está sendo incapaz de solucionar.

O mundo pós-2008 passou a depender da emissão constante de mais e mais dívidas para continuar crescendo. Há uma enorme fatia da economia que simplesmente não existe. São negócios passados que já expiraram, mas seus custos encontram-se empoçados em dívidas que serão roladas adiante indefinidamente. Ou até quando o sistema estourar. Já se passaram 11 anos da crise de 2008 e tudo indica que estamos caminhando rumo ao estouro de uma nova bolha financeira.

Os protestos na França podem contagiar o resto da Europa. O Brexit e outros movimentos isolacionistas indicam que o mundo não está em equilíbrio. E o grande culpado disso é um sistema financeiro que emite moeda quando quer para salvar banqueiros.

As criptomoedas evitariam o casuísmo financeiro. A crise dos subprimes de 2008, por exemplo, teria um desfecho totalmente diferente se a moeda corrente fosse Bitcoin. Os bancos envolvidos na fraude dos subprimes teriam falido, como manda o capitalismo. Se a moeda corrente mundial fosse Bitcoin, não teriam sido criados esses vexaminosos programas de resgate a bancos por meio da emissão de moeda quase grátis.

Não é possível emitir mais Bitcoins do que autorizado pelo algoritmo. Só esse fato já devolveria bastante credibilidade ao corrído sistema financeiro global.

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